Uma ideia desenvolvida dentro da universidade transformou-se em uma startup de tecnologia avaliada em R$ 2 milhões. Os estudantes de Administração da Link School, Pedro Pinheiros Costa, Pedro Negri e Felipe Gambarini fundaram a Centra, empresa que desenvolveu uma plataforma baseada em inteligência artificial voltada ao monitoramento preventivo da saúde mental de estudantes.
A startup acaba de receber um aporte de R$ 100 mil da Link Capital, fundo de investimento ligado à instituição de ensino, recurso que será utilizado para ampliar a operação e acelerar o desenvolvimento da tecnologia.
Inteligência artificial para identificação precoce
O principal produto da empresa é a ASATA, plataforma que utiliza inteligência artificial para analisar textos produzidos por estudantes ao longo do ano letivo.
A ferramenta identifica padrões linguísticos que podem indicar sinais de vulnerabilidade emocional, como:
- ansiedade;
- depressão;
- isolamento social;
- autolesão;
- uso de substâncias psicoativas;
- risco de suicídio.
Segundo os fundadores, o sistema não realiza diagnósticos médicos nem substitui o trabalho de psicólogos ou psiquiatras.
O objetivo é fornecer alertas preventivos para apoiar escolas, equipes pedagógicas e profissionais especializados na identificação precoce de situações que mereçam acompanhamento.
Tecnologia como apoio à educação
A proposta surge em um momento de crescente preocupação das instituições de ensino com a saúde mental de crianças, adolescentes e jovens.
Ao utilizar inteligência artificial para identificar mudanças de comportamento por meio da linguagem escrita, a plataforma busca ampliar a capacidade das escolas de oferecer suporte antes que os problemas se agravem.
Expansão da operação
Com os recursos obtidos na rodada de investimentos, a Centra pretende:
- ampliar a presença em novas escolas parceiras;
- aperfeiçoar sua tecnologia proprietária;
- expandir a equipe e a operação comercial.
A avaliação de mercado de R$ 2 milhões demonstra o interesse crescente por soluções que unem inteligência artificial, educação e saúde mental, segmentos considerados estratégicos para a inovação no país.
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