A startup recifense Neominera, fundada em abril de 2026, pretende utilizar inteligência artificial e análise espacial para identificar áreas com potencial para exploração de terras raras na Província Borborema, formação geológica que se estende por aproximadamente 380 mil km² em seis estados do Nordeste.
Neste mês de agosto, a Agência Nacional de Mineração (ANM) autorizou a realização de pesquisas minerais em 2.803 hectares, distribuídos entre os municípios pernambucanos de Arcoverde, Pedra, Caetés e Bom Conselho, além de Estrela de Alagoas, em Alagoas. As autorizações têm prazo de três anos.
Segundo informações fornecidas pela Neominera à CNN Brasil, a empresa desenvolveu uma plataforma própria chamada Lithos, que utiliza inteligência artificial para cruzar milhões de dados geológicos e classificar áreas consideradas promissoras para a ocorrência de minerais.
A tecnologia busca tornar mais eficiente uma das etapas iniciais da mineração: a identificação dos alvos que justificam estudos mais detalhados em campo.
Neominera tem 14 áreas requeridas na ANM
Além das áreas já autorizadas para pesquisa, a startup possui 14 áreas requeridas junto à ANM.
Para as atividades de campo, a Neominera mantém parceria com a JC Sigma. As duas empresas compartilham o mesmo endereço comercial.
O foco sobre a Província Borborema ocorre em um momento de crescente interesse mundial por minerais críticos e terras raras, matérias-primas estratégicas para diversas cadeias tecnológicas.
A região responde atualmente por cerca de 2,5% da produção brasileira de minerais críticos, mas apresenta potencial geológico considerado ainda pouco explorado.
Caso as pesquisas confirmem ocorrências economicamente relevantes, a combinação de inteligência artificial, grandes bases de dados geológicos e trabalhos de campo poderá contribuir para revelar novos ativos minerais no Nordeste. A autorização para pesquisa, entretanto, representa uma etapa de prospecção e não significa, por si só, a confirmação de reservas comercialmente exploráveis.
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