O Itaú Unibanco fechou a locação integral do Esther Towers, complexo corporativo desenvolvido pela Eztec na região da Chucri Zaidan, em São Paulo. O contrato abrange 91,4 mil metros quadrados de área locável, terá duração de dez anos e deverá gerar aproximadamente R$ 1,17 bilhão em receitas para a incorporadora durante a primeira década.
A operação chama atenção tanto pelo tamanho do contrato quanto pelo impacto no mercado de escritórios corporativos de alto padrão da capital paulista. O banco pretende distribuir aproximadamente 9.600 postos de trabalho entre as duas torres do empreendimento.
Com a locação integral antes mesmo da conclusão do complexo, o Esther Towers passa de um projeto em desenvolvimento para um ativo com perspectiva de geração de receita recorrente de longo prazo.
Contrato representa média de R$ 117 milhões por ano
Considerando os R$ 1,17 bilhão previstos para os primeiros dez anos, o contrato representa, em termos médios, aproximadamente R$ 117 milhões por ano em receitas para a Eztec, embora os valores efetivos possam variar conforme as condições estabelecidas no acordo.
Para a incorporadora, a ocupação integral por uma única empresa reduz uma das principais incertezas associadas a grandes empreendimentos corporativos: o período necessário para preencher as áreas disponíveis após a entrega.
A presença de uma instituição do porte do Itaú também pode contribuir para o posicionamento do empreendimento no mercado imobiliário corporativo.
Chucri Zaidan ganha espaço na disputa com a Faria Lima
A operação reforça ainda a importância da região da Chucri Zaidan como um dos principais polos de expansão dos escritórios de alto padrão de São Paulo.
Enquanto a Faria Lima enfrenta disponibilidade limitada de grandes áreas corporativas, o eixo da Chucri Zaidan concentra empreendimentos mais recentes, grandes lajes e edifícios classificados no segmento AAA.
Essa combinação cria condições para receber empresas que precisam concentrar milhares de funcionários e encontram dificuldades para obter áreas contínuas nos endereços corporativos mais consolidados da cidade.
A decisão do Itaú de ocupar integralmente duas torres com mais de 91 mil metros quadrados reforça essa característica.
Operação transforma projeto em ativo de renda
Analistas de BTG Pactual e Safra avaliam que a locação também pode contribuir para a valorização do Esther Towers.
O principal efeito está na previsibilidade.
Um empreendimento corporativo ainda em construção normalmente carrega riscos relacionados à velocidade de ocupação, nível futuro dos aluguéis e eventual vacância. Com um contrato de dez anos para toda a área locável, parte dessas incertezas é reduzida.
O ativo passa a contar com uma perspectiva de fluxo recorrente de receitas associado a um contrato de longo prazo, elemento relevante para sua avaliação econômica.
Movimento revela disputa por grandes espaços corporativos
A dimensão da operação também ajuda a mostrar uma mudança na geografia do mercado de escritórios de São Paulo.
Empresas que precisam reunir milhares de profissionais dependem não apenas de localização, mas também de grandes áreas disponíveis, infraestrutura moderna e capacidade de acomodar operações de grande escala.
Nesse cenário, novos corredores corporativos podem ganhar espaço quando regiões tradicionalmente disputadas apresentam pouca oferta.
Com 91,4 mil m² ocupados por um único locatário e aproximadamente 9.600 postos de trabalho previstos, o acordo entre Itaú e Eztec coloca o Esther Towers entre as operações de grande porte do segmento e reforça a Chucri Zaidan como alternativa para grandes ocupações corporativas na capital paulista.
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