A agropecuária brasileira encerrou o mês de junho com 22.898 novas vagas formais de trabalho, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
No período, foram registradas 114.801 admissões e 91.903 desligamentos, resultando em um crescimento de 1,2% no estoque de empregos do setor.
O desempenho reforça a importância da agropecuária para o mercado de trabalho brasileiro, especialmente durante os períodos de maior atividade no calendário agrícola.
Sudeste lidera geração de empregos
A criação de vagas ficou concentrada principalmente na Região Sudeste, que respondeu por 16.756 novos postos de trabalho.
Na sequência aparecem:
- Centro-Oeste: 6.168 vagas;
- Nordeste: 3.203 vagas;
- Norte: 306 vagas.
A Região Sul apresentou desempenho negativo no período, com o fechamento de 3.508 postos de trabalho.
Cana-de-açúcar, café e apoio à agricultura puxam contratações
Entre as atividades que mais impulsionaram a geração de empregos em junho estão:
- Cultivo de cana-de-açúcar: 5.396 vagas;
- Atividades de apoio à agricultura: 4.950 vagas;
- Cultivo de café: 4.619 vagas.
Os números refletem o avanço das principais safras e das operações agrícolas típicas do período.
Café lidera geração de empregos no semestre
No acumulado de janeiro a junho de 2026, a agropecuária registra saldo positivo de 40.853 empregos formais.
Os segmentos com maior geração de vagas no semestre foram:
- ☕ Cadeia do café: 29.199 empregos;
- 🚜 Atividades de apoio à agricultura: 7.309 vagas;
- 🍎 Cultivo de maçã: 2.195 vagas.
O desempenho confirma a relevância das culturas agrícolas de maior intensidade de mão de obra na geração de empregos formais.
Cenário econômico ainda inspira cautela
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, os resultados refletem, em grande parte, a sazonalidade do calendário agrícola, que influencia diretamente o ritmo das contratações ao longo do ano.
O desempenho ocorre em um contexto marcado por juros elevados, desaceleração da atividade econômica e pelos impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fatores que influenciam as perspectivas do mercado de trabalho.
Apesar do saldo positivo, representantes do setor avaliam que a manutenção do emprego dependerá da evolução dos preços agrícolas, das condições de crédito rural e dos efeitos das medidas comerciais internacionais sobre as exportações brasileiras.
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