As exportações brasileiras alcançaram um novo recorde em junho e contribuíram para uma melhora significativa das contas externas do país. De acordo com as Estatísticas do Setor Externo, divulgadas nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC), o déficit em transações correntes caiu para US$ 2,3 bilhões, menos da metade do resultado negativo registrado no mesmo mês de 2025, quando o déficit foi de US$ 5,2 bilhões.
O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo fortalecimento da balança comercial, refletindo o aumento das exportações e a expansão do superávit nas trocas internacionais.
Superávit comercial cresce 69% em um ano
Em junho, o superávit da balança comercial atingiu US$ 8,8 bilhões, frente aos US$ 5,2 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Na comparação anual, o saldo positivo aumentou US$ 3,6 bilhões, evidenciando a força do comércio exterior brasileiro mesmo em um cenário de desaceleração econômica global e instabilidade nas relações comerciais internacionais.
Exportações alcançam maior valor da série histórica
As vendas brasileiras ao exterior somaram US$ 36,4 bilhões, o maior valor já registrado pelo Banco Central para um único mês.
O resultado representa um crescimento de 24,8% em relação a junho de 2025.
As importações também avançaram, totalizando US$ 27,6 bilhões, alta de 15,3% na mesma base de comparação, indicando manutenção da atividade econômica e da demanda por produtos importados.
Conta de serviços segue pressionando resultado
Apesar do desempenho positivo da balança comercial, a conta de serviços continuou exercendo pressão sobre as contas externas.
O déficit nesse segmento alcançou US$ 5,1 bilhões, aumento de US$ 0,7 bilhão em relação a junho do ano anterior.
Segundo o Banco Central, o resultado foi influenciado principalmente pelo crescimento das despesas líquidas com:
- viagens internacionais;
- transporte;
- serviços de telecomunicações;
- computação;
- tecnologia da informação.
Indicador melhora no acumulado de 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, o déficit em transações correntes somou US$ 61,4 bilhões, equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).
No mesmo período do ano anterior, o saldo negativo era de US$ 75,5 bilhões, correspondendo a 3,52% do PIB.
A redução demonstra uma melhora gradual da posição externa do país, impulsionada principalmente pelo fortalecimento das exportações e pelo desempenho da balança comercial.
Embora o déficit em serviços permaneça elevado, o resultado reforça a importância do comércio exterior para o equilíbrio das contas externas e para a sustentação da atividade econômica brasileira.
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