Taxa de desemprego cai para 5,4% e atinge o menor nível da série histórica no Brasil

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho, alcançando o menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em março, quando o índice estava em 6,1%.

O resultado reflete a continuidade da recuperação do mercado de trabalho brasileiro, com aumento da ocupação e redução do número de pessoas em busca de emprego.

Número de desempregados cai para 5,9 milhões

Segundo o levantamento, o contingente de pessoas desocupadas caiu para 5,9 milhões, enquanto a população ocupada atingiu 103,1 milhões de trabalhadores, um crescimento de 1,1% na comparação com o trimestre anterior.

Os números indicam maior absorção de mão de obra pela economia, contribuindo para o fortalecimento do mercado de trabalho e da renda das famílias.

Desalento também apresenta queda

Outro indicador que apresentou melhora foi o desalento, situação em que a pessoa deixa de procurar emprego por acreditar que não encontrará uma oportunidade.

No trimestre encerrado em junho, a população desalentada foi estimada em 2,3 milhões de pessoas, representando uma queda de 14,7% em relação ao trimestre encerrado em março.

Com isso, o percentual de desalentados recuou para 2,1% da força de trabalho, sinalizando maior confiança na possibilidade de inserção no mercado.

Mercado de trabalho segue em trajetória positiva

Os dados da Pnad Contínua reforçam a trajetória favorável do mercado de trabalho brasileiro ao longo dos últimos meses.

A combinação entre queda do desemprego, aumento da população ocupada e redução do desalento demonstra um cenário de maior dinamismo na geração de empregos.

Apesar dos resultados positivos, especialistas ressaltam que desafios como a qualidade das vagas, a produtividade, a informalidade e a evolução da renda permanecem no centro das discussões sobre o mercado de trabalho brasileiro.

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