A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai oferecer, a partir de 2027, um curso inédito no país voltado à formação de profissionais para atuar na interface entre empresas brasileiras e chinesas. Trata-se da graduação tecnológica em Secretariado – Português/Chinês, criada para atender à crescente demanda por especialistas em comunicação, gestão e mediação cultural entre os dois países.
A iniciativa acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro nos últimos anos, e busca preparar profissionais para um mercado cada vez mais internacionalizado.
Formação voltada aos negócios internacionais
Com duração de cinco semestres e aulas no período noturno, o curso foi estruturado para desenvolver competências em comunicação empresarial, organização administrativa, gestão de negócios e mediação intercultural.
Um dos principais diferenciais será a imersão internacional. O último semestre será realizado na China, por meio de uma parceria entre a UFMG e uma instituição de ensino chinesa. Durante esse período, os estudantes terão passagens aéreas, hospedagem e alimentação custeadas pela universidade parceira, proporcionando uma experiência prática no idioma e na cultura local.
Não será necessário conhecer mandarim
Os candidatos não precisarão ter conhecimento prévio de mandarim para ingressar na graduação.
A seleção utilizará as notas das últimas cinco edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ampliando as possibilidades de participação dos interessados. Segundo a UFMG, o edital com as regras do processo seletivo deverá ser publicado ainda este ano.
Mercado em expansão
O lançamento do curso ocorre em um momento de intensificação das relações econômicas entre Brasil e China, que vêm ampliando investimentos, parcerias industriais e comerciais em diversos setores da economia.
Nesse contexto, cresce a demanda por profissionais capazes de atuar como ponte entre os dois mercados, conciliando conhecimento técnico, domínio linguístico e compreensão das diferenças culturais.
A expectativa é que os futuros tecnólogos encontrem oportunidades em empresas multinacionais, indústrias, instituições públicas, consultorias, escritórios de comércio exterior e organizações voltadas às relações internacionais.
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