A dedicação aos estudos e a paixão pela ciência levaram a estudante Ana Alícia Medina Santos da Rocha Nunes, de 22 anos, a conquistar um dos resultados mais expressivos do Brasil em competições acadêmicas internacionais. Aluna do primeiro semestre de Engenharia de Computação no Inteli, Alícia alcançou o 1º lugar entre os brasileiros e a 17ª colocação mundial na edição de 2026 da International Astronomy and Astrophysics Competition (IAAC).
A competição reúne estudantes de diversos países para resolver desafios avançados de Astronomia e Astrofísica, exigindo sólidos conhecimentos científicos, raciocínio lógico e capacidade de análise.
Preparação começou no ensino médio
Embora o resultado tenha chamado atenção recentemente, a trajetória da estudante começou anos antes.
Durante o ensino médio, Alícia integrou turmas preparatórias voltadas ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), estudando inicialmente no Colégio Farias Brito e, posteriormente, no Estratégia Militares.
Nesse período, consolidou uma forte formação em Física e Matemática, disciplinas fundamentais para as competições científicas das quais passou a participar.
Segundo a estudante, a experiência adquirida em olimpíadas nacionais e internacionais foi decisiva para o desempenho alcançado na IAAC.
Competição reúne estudantes de diversos países
A International Astronomy and Astrophysics Competition é composta por três etapas eliminatórias.
Nas fases iniciais, os participantes enfrentam questões discursivas sobre Astronomia, Astrofísica e interpretação de artigos científicos.
Os candidatos com melhor desempenho avançam para a etapa final, formada por uma prova em inglês que reúne questões objetivas e discursivas de elevado grau de complexidade.
Rapidez foi um dos maiores desafios
Na fase decisiva, além do domínio técnico, a administração do tempo foi determinante para o resultado.
Segundo Alícia, cada questão precisava ser resolvida em aproximadamente 50 segundos, exigindo rapidez de raciocínio e memorização de constantes físicas e valores utilizados com frequência nos cálculos.
“Havia cerca de 50 segundos para responder cada questão. Muitas vezes não era possível fazer todos os cálculos, então era preciso memorizar constantes e valores importantes. Isso fez bastante diferença.”
Olimpíadas científicas transformam trajetórias
A conquista reforça o papel das olimpíadas científicas como instrumentos de incentivo ao desenvolvimento acadêmico e à formação de talentos nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).
Além de estimular o aprofundamento do conhecimento, essas competições ampliam oportunidades de formação, intercâmbio internacional e ingresso em instituições de excelência, demonstrando como o investimento em educação científica pode transformar trajetórias pessoais e profissionais.
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