A Solar Coca-Cola está investindo R$ 80 milhões na modernização de processos e sistemas de gestão hídrica de suas unidades industriais. O aporte coloca a eficiência no consumo de água no centro da estratégia operacional da fabricante e reforça um movimento que, nos últimos dez anos, já permitiu reduzir em 22% a quantidade de água utilizada para cada litro de bebida produzido.
Os recursos serão destinados a melhorias na infraestrutura das fábricas e à adoção de equipamentos e tecnologias voltados ao tratamento, controle e uso mais eficiente da água nos processos produtivos.
Entre as soluções estão equipamentos de ultrafiltração e filtros de carvão, além da utilização de tecnologias como ozônio e nanobolhas em processos de higienização industrial e lavagem de garrafas.
O investimento evidencia uma transformação que ganha espaço na indústria: a gestão ambiental deixa de estar restrita aos compromissos de sustentabilidade e passa a integrar decisões relacionadas diretamente a produtividade, eficiência, segurança operacional e continuidade da produção.
Consumo de água por litro produzido caiu 22%
Os investimentos dão continuidade a um processo de redução da intensidade hídrica da produção.
Nos últimos dez anos, a Solar Coca-Cola conseguiu diminuir em 22% o volume de água necessário para produzir cada litro de bebida.
O indicador é relevante para uma indústria na qual a água desempenha diferentes funções dentro da operação. Além de integrar os produtos, ela está presente em etapas de higienização, lavagem de embalagens e outros processos industriais.
Reduzir o consumo por unidade produzida significa, portanto, aumentar a eficiência na utilização de um recurso diretamente relacionado à capacidade operacional das fábricas.
Tecnologia chega aos processos de higienização
Parte do investimento está direcionada à modernização das tecnologias utilizadas no tratamento da água e na limpeza industrial.
Os equipamentos de ultrafiltração e os filtros de carvão integram essa estrutura, enquanto soluções baseadas em ozônio e nanobolhas são utilizadas nos procedimentos de higienização e lavagem de garrafas.
A adoção dessas tecnologias procura tornar os processos mais eficientes e ampliar o controle sobre o uso do recurso dentro das unidades industriais.
Em uma operação de grande escala, ganhos incrementais em diferentes etapas podem representar reduções relevantes quando considerados os volumes totais processados ao longo do ano.
Gestão hídrica também é estratégia operacional
O investimento ganha importância adicional diante das características das regiões nas quais a companhia mantém suas operações.
Em áreas que historicamente convivem com desafios relacionados à disponibilidade e à infraestrutura hídrica, como partes do Ceará, reduzir a quantidade de água necessária para manter a produção representa mais do que uma meta ambiental.
Trata-se também de uma questão relacionada à resiliência da operação.
Quanto maior a eficiência no uso de um recurso essencial, menor tende a ser a exposição da atividade industrial a situações de restrição ou pressão sobre sua disponibilidade.
Nesse sentido, a gestão hídrica passa a fazer parte de uma discussão mais ampla sobre como preparar as fábricas para diferentes cenários futuros.
Sustentabilidade e produtividade se aproximam
O aporte de R$ 80 milhões também ilustra uma mudança na maneira como investimentos ambientais começam a ser incorporados às estratégias industriais.
Durante muito tempo, sustentabilidade e produtividade foram tratadas como agendas relativamente separadas. A modernização dos processos mostra que, em determinadas áreas, as duas dimensões podem avançar simultaneamente.
Consumir menos água por litro produzido pode representar menor pressão sobre os recursos naturais e, ao mesmo tempo, maior eficiência no processo industrial.
Para operações de grande escala, essa convergência ganha dimensão estratégica.
A gestão hídrica passa, assim, a ser observada não apenas como indicador ambiental, mas como componente da modernização industrial, da disponibilidade de recursos e da capacidade de manter a produção preparada para condições futuras.
Na prática, o investimento da Solar Coca-Cola reforça uma tendência que começa a ganhar espaço na indústria: sustentabilidade deixa de representar apenas compromisso ambiental quando também se transforma em eficiência operacional.
Leia mais:
Ri Happy muda de controle e traz Héctor Núñez de volta ao comando em meio à transformação das lojas.





