Depois de ampliar a capacidade industrial e internalizar grande parte de sua produção, a Limppano inicia uma nova etapa também na gestão. A companhia escolheu Renan Hervelha para assumir o cargo de CEO, sucedendo Alex Buchheim, representante da terceira geração da família fundadora, que esteve à frente da empresa durante 15 anos.
A mudança acontece após um ciclo de investimentos na estrutura produtiva. A Limppano destinou R$ 50 milhões à fábrica de Queimados, no Rio de Janeiro, e avançou na internalização de sua cadeia, chegando a produzir internamente 90% de seu portfólio.
A estratégia busca aumentar a eficiência operacional, ampliar o controle sobre a produção e preparar a companhia para sustentar novos ciclos de crescimento.
Hervelha chega ao comando com mais de duas décadas de experiência profissional e passagens por companhias como Johnson & Johnson, Danone, Flora e Cremer. Entre seus desafios estarão a expansão comercial, inovação, fortalecimento da governança e desenvolvimento das marcas da empresa.
Família deixa a gestão, mas permanece na estratégia
A sucessão chama atenção também pelo modelo adotado. A chegada de um executivo de mercado à posição de CEO não significa o afastamento da família controladora.
Alex e Thomas Buchheim permanecem no Conselho de Administração e envolvidos nas decisões estratégicas de longo prazo. A mudança estabelece, portanto, uma separação mais clara entre a condução executiva cotidiana e a atuação dos controladores na governança da companhia.
Esse movimento é particularmente relevante para empresas familiares que alcançam novos patamares de tamanho e complexidade. À medida que a organização cresce, a profissionalização da gestão pode permitir a incorporação de novas competências sem necessariamente romper com a cultura e os valores construídos pelos fundadores e pelas gerações seguintes.
No caso da Limppano, a troca de comando acontece justamente depois de a companhia fortalecer sua estrutura industrial. Primeiro cresceu a fábrica. Agora, muda a gestão responsável por transformar essa capacidade em expansão de mercado.
O desafio será conciliar profissionalização, inovação e crescimento com a identidade construída pela empresa ao longo de décadas.
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