OIbovespa encerrou esta terça-feira em alta de 1,55%, aos 174.576 pontos, completando a quinta sessão consecutiva de valorização. O pregão movimentou R$ 28,67 bilhões, reforçando a intensidade do movimento de alta da bolsa brasileira.
Um dos principais fatores externos veio dos Estados Unidos. O rendimento dos Treasuries de dez anos caiu de 4,70% para 4,62% em apenas uma sessão. A redução dos juros dos títulos americanos tende a favorecer ativos de maior risco e mercados emergentes, ao diminuir a atratividade relativa da renda fixa dos Estados Unidos.
O fluxo de investidores estrangeiros também trouxe um sinal positivo. Em 21 de agosto, a B3 registrou entrada líquida de R$ 1,76 bilhão em capital estrangeiro. Apesar do ingresso, o saldo acumulado no mês permanece negativo em R$ 21,44 bilhões.
Entre as ações, o setor bancário teve papel importante no avanço do índice. As ações ordinárias do Banco do Brasil subiram 5,22%, figurando entre os destaques positivos da sessão.
Na direção contrária, a Petrobras recuou 1,8%, acompanhando a queda das cotações do petróleo.
O movimento mais expressivo entre as baixas ficou com a Braskem, que despencou 13,11%. A companhia foi retirada dos índices da bolsa após entrar com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar US$ 10,9 bilhões em dívidas.
A combinação entre a queda dos juros de longo prazo nos Estados Unidos, melhora pontual do fluxo estrangeiro e valorização das ações de bancos ajudou, portanto, a sustentar mais uma sessão positiva para o mercado acionário brasileiro.
Leia mais:
Arrecadação federal chega a R$ 289,3 bilhões em julho e cresce 8,97% acima da inflação.





