A educação financeira deixou de ficar restrita aos conceitos apresentados em sala de aula e começou a se transformar em experiências práticas entre estudantes do Colégio COC Atibaia.
Depois da implantação do programa Gênio das Finanças, uma estudante do 7º ano criou, com o apoio da família, uma loja online de bijuterias. Já um aluno do 8º ano começou a montar uma pequena carteira de ações na bolsa de valores.
As experiências mostram como conteúdos relacionados ao dinheiro podem ultrapassar cálculos de receitas e despesas e despertar o interesse dos estudantes por temas como empreendedorismo, investimentos e tomada de decisões.
Programa está presente nas oito unidades da rede
O Gênio das Finanças é aplicado atualmente nas oito unidades da rede e reúne conteúdos de economia comportamental, psicologia e pedagogia, com uma proposta alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Os assuntos são trabalhados de acordo com cada série, buscando desenvolver desde os anos iniciais do ensino fundamental competências como autonomia, responsabilidade, pensamento crítico e capacidade de tomar decisões.
A proposta é fazer com que os estudantes compreendam não apenas como administrar dinheiro, mas também os comportamentos e escolhas envolvidos na vida financeira.
Educação financeira se conecta a outras disciplinas
Os resultados observados pela escola também ultrapassam a própria educação financeira.
Ao entrar em contato com situações mais próximas da realidade, os estudantes passam a estabelecer relações com conteúdos de matemática, história e geografia, além de áreas como empreendedorismo e mercado financeiro.
A criação de um pequeno negócio, por exemplo, envolve decisões sobre custos, preços, receitas e planejamento. O contato com investimentos pode despertar questões sobre empresas, economia, risco e funcionamento do mercado.
Dessa forma, a educação financeira funciona também como uma ponte entre diferentes áreas do conhecimento.
Para a escola, o principal resultado não está simplesmente em ensinar crianças e adolescentes a lidar com dinheiro, mas em prepará-los para fazer escolhas mais conscientes dentro e fora da sala de aula.
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