A possibilidade de o atual El Niño evoluir para a categoria de “super El Niño” aumentou significativamente. Uma nova análise divulgada pelo Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), aponta que a probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro subiu para 81%.
Há cerca de um mês, essa probabilidade era estimada em 63%, demonstrando uma intensificação das projeções climáticas para os próximos meses.
Fenômeno pode durar até março de 2027
Segundo a NOAA, há ainda 97% de chance de que o El Niño permaneça ativo até março de 2027, mantendo influência sobre o clima em diversas regiões do planeta.
O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões atmosféricos e influenciando o regime de chuvas, temperaturas e eventos extremos em diferentes continentes.
Entre os mais fortes da história recente
Caso as previsões se confirmem, este poderá ser um dos episódios mais intensos registrados nas últimas décadas.
De acordo com Michelle L’Heureux, cientista física do Centro de Previsão Climática da NOAA, apenas sete eventos de El Niño foram classificados como muito fortes nos últimos 75 anos.
“Apenas sete eventos El Niño nos últimos 75 anos foram classificados como muito fortes. A expectativa é que este evento esteja entre os mais fortes do registro histórico que monitoramos”, afirmou a pesquisadora ao jornal USA Today.
Impactos podem ser sentidos em diferentes regiões
A intensidade do El Niño pode provocar mudanças importantes nos padrões climáticos globais.
Entre os possíveis efeitos estão períodos de chuvas acima da média em algumas regiões e estiagens prolongadas em outras, além de ondas de calor mais intensas, alterações na agricultura, aumento do risco de queimadas e impactos sobre os recursos hídricos.
No Brasil, os efeitos costumam variar conforme a região, podendo influenciar diretamente a distribuição das chuvas, a produção agrícola e o abastecimento de água.
Especialistas seguem monitorando a evolução do fenômeno para atualizar as previsões e orientar medidas de adaptação diante dos possíveis impactos climáticos.
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