Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a expectativa para a inflação brasileira em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,16% para 5,15%, marcando a terceira revisão consecutiva para baixo.
Apesar da nova redução, a estimativa permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Projeção segue acima da meta
Atualmente, o sistema de metas contínuas de inflação fixa como objetivo um IPCA de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Na prática, isso significa que a inflação pode variar entre 1,5% e 4,5% sem que a meta seja considerada descumprida. Com a expectativa de 5,15% para 2026, o mercado ainda prevê uma inflação acima do limite superior definido pelo CMN.
Expectativas permanecem estáveis nos anos seguintes
Para os anos posteriores, as projeções apresentaram poucas alterações.
Segundo o Boletim Focus:
- 2027: estimativa mantida em 4,20%;
- 2028: projeção elevada de 3,70% para 3,78%;
- 2029: expectativa mantida em 3,50%.
Os números indicam que o mercado continua projetando uma trajetória gradual de desaceleração da inflação nos próximos anos, aproximando-se da meta estabelecida pelo Banco Central.
Focus reúne expectativas do mercado
Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Boletim Focus consolida as expectativas de instituições financeiras e consultorias para os principais indicadores da economia brasileira, como inflação, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), taxa básica de juros (Selic) e câmbio.
As projeções servem como referência para acompanhar a percepção do mercado sobre o cenário econômico e auxiliam na avaliação das perspectivas para a política monetária e o desempenho da economia.
Leia mais:





