OBrasil está entre os 29 países que assinaram, na última quinta-feira (16), um acordo para a criação da Organização Mundial para Cooperação em Inteligência Artificial, novo organismo intergovernamental voltado ao fortalecimento da cooperação internacional e da governança global no desenvolvimento e uso da inteligência artificial (IA).
A iniciativa busca ampliar o diálogo entre os países participantes sobre temas relacionados à inovação tecnológica, regulamentação, pesquisa, segurança e uso responsável das tecnologias baseadas em inteligência artificial.
Sede será em Xangai
A nova organização terá sede em Xangai, na China, conforme informou a agência estatal chinesa Xinhua.
A cerimônia de assinatura do acordo também foi realizada na cidade, antecedendo a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (World Artificial Intelligence Conference – WAIC), um dos principais eventos globais dedicados ao tema.
A escolha de Xangai reforça o protagonismo da China na corrida internacional pelo desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial.
Cooperação internacional
O novo organismo foi criado com a proposta de estabelecer mecanismos de cooperação entre governos, promovendo o intercâmbio de conhecimento, o desenvolvimento de políticas públicas e a construção de diretrizes para o uso ético e seguro da inteligência artificial.
Entre os principais objetivos estão:
- fortalecer a cooperação científica e tecnológica;
- estimular a inovação;
- promover o compartilhamento de experiências;
- contribuir para a construção de padrões internacionais de governança em IA.
Países participantes
Além do Brasil, o acordo foi assinado por outros 28 países, entre eles:
- Rússia;
- Belarus;
- Sérvia;
- Cuba;
- Venezuela.
A expectativa é que a organização sirva como um espaço permanente de articulação entre governos diante do rápido avanço das tecnologias de inteligência artificial e de seus impactos econômicos, sociais e geopolíticos.
Debate sobre governança global
A criação da organização ocorre em um momento em que diversos países discutem formas de regulamentar a inteligência artificial, equilibrando inovação, segurança, proteção de dados, direitos fundamentais e desenvolvimento econômico.
Com a participação brasileira, o país passa a integrar as discussões multilaterais sobre o futuro da IA e sobre a construção de mecanismos internacionais de cooperação para o desenvolvimento dessa tecnologia.
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