As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central reduziram novamente a projeção para a inflação brasileira em 2026. Segundo o Boletim Focus, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,15% para 5,12%.
Esta é a quarta semana consecutiva de queda nas expectativas do mercado para o indicador. Há quatro semanas, a previsão estava em 5,33%, o que representa uma redução de 0,21 ponto percentual no período.
Apesar da revisão para baixo, a estimativa permanece acima do centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.
Projeções também recuam para os anos seguintes
Para 2027, o mercado financeiro projeta inflação de 4,22%. Já para 2028, a expectativa é de um IPCA de 3,80%.
As previsões indicam uma desaceleração gradual da inflação nos próximos anos, embora o comportamento dos preços continue sendo acompanhado com atenção pelo Banco Central e pelos agentes econômicos.
O Boletim Focus reúne semanalmente as estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.
PIB, dólar e Selic permanecem estáveis
As projeções para o crescimento econômico, o câmbio e a taxa básica de juros não apresentaram mudanças relevantes nas últimas semanas.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permanece em 1,99%. Para o dólar, a previsão é de uma cotação de R$ 5,20 no encerramento do ano.
Já a projeção para a taxa Selic ao final de 2026 foi mantida em 14% ao ano, pela quinta semana consecutiva.
Mercado espera redução dos juros até o fim do ano
A taxa Selic vigente está em 14,25% ao ano desde 17 de junho. Como a projeção do mercado para o encerramento de 2026 é de 14%, as estimativas apontam para pelo menos uma redução de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.
A decisão deverá considerar a evolução da inflação, o nível de atividade econômica, o comportamento do câmbio e as expectativas do mercado. Mesmo com a melhora nas projeções do IPCA, o cenário ainda exige cautela diante da persistência das pressões inflacionárias.
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