As negociações para a venda da Amil avançaram após o empresário José Seripieri Filho, o Júnior, aceitar discutir a transferência de 100% da operadora de planos de saúde, adquirida por ele no fim de 2023. A possibilidade de aquisição integral era uma das condições apresentadas pelas gestoras Bain Capital e Advent International para prosseguir com as tratativas.
Segundo informações apuradas pelo Valor Econômico, a operação está sendo avaliada atualmente entre R$ 15 bilhões e R$ 16 bilhões, embora ainda não exista acordo definitivo.
A negociação pode representar uma nova mudança de controle da Amil menos de três anos depois de Seripieri assumir a companhia.
Bancos disputam financiamento da aquisição
Uma operação desse porte deverá envolver uma estrutura relevante de financiamento. Bradesco, Santander e Citi estão na disputa para fornecer os recursos necessários à transação.
A definição da instituição — ou da estrutura bancária que participará da operação — deverá ocorrer mais perto de uma eventual assinatura do acordo.
As conversas ganharam importância depois que Seripieri aceitou negociar a totalidade da empresa. A venda de 100% era considerada uma pré-condição pelas gestoras interessadas e, com esse ponto encaminhado, as partes conseguiram avançar para outras etapas da negociação.
Reunião pode ser decisiva
Uma reunião prevista para o dia 10 de setembro é vista como potencialmente decisiva para o futuro da operação.
Nos bastidores, uma carta destinada aos funcionários do Grupo Amil também está sendo preparada. O conteúdo, entretanto, ainda não estaria completamente definido.
Apesar dos avanços, a negociação permanece em aberto. Pessoas próximas às conversas ressaltam que a transação ainda não foi assinada e existe a possibilidade de Seripieri desistir da venda.
Por isso, embora a elaboração de uma comunicação aos funcionários e as discussões sobre financiamento indiquem que as tratativas entraram em uma etapa mais avançada, ainda não é possível tratar a aquisição como concluída.
Uma operação bilionária no setor de saúde
Caso seja concretizada dentro da faixa atualmente discutida, entre R$ 15 bilhões e R$ 16 bilhões, a transação colocará a Amil no centro de uma operação bilionária envolvendo dois grandes nomes do mercado global de private equity.
O interesse da Bain Capital e da Advent também chama atenção para o movimento dos fundos de investimento em ativos de grande escala no setor brasileiro de saúde.
O próximo passo será justamente verificar se os avanços recentes conseguirão se transformar em um acordo definitivo. A reunião prevista para esta quinta-feira (10) poderá ser determinante, mas, até uma eventual assinatura, a Amil continua sob o controle de José Seripieri Filho.
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