Após mais de uma década de dificuldades financeiras, a Teka, uma das mais tradicionais fabricantes têxteis do país, iniciou um amplo processo de venda de imóveis para quitar aproximadamente R$ 70 milhões em dívidas trabalhistas acumuladas ao longo de mais de dez anos.
O conjunto de ativos colocado à venda está avaliado em R$ 87 milhões, valor que deverá permitir a liquidação integral dos débitos trabalhistas ainda em 2026, segundo a direção da empresa.
Estratégia prevê venda gradual de ativos
De acordo com o CEO da companhia, Rogério Marques, o plano de recuperação financeira combina a comercialização gradual do patrimônio imobiliário com a liberação de R$ 18 milhões que permaneciam bloqueados por decisão judicial.
A expectativa é utilizar esses recursos para acelerar o pagamento das obrigações trabalhistas e encerrar um passivo que se arrasta há mais de uma década.
Imóveis em negociação
Entre os ativos incluídos na operação estão imóveis considerados estratégicos para a companhia.
Fazem parte da lista:
- uma área localizada nas proximidades do Aeroporto de Blumenau (SC);
- a planta industrial de Indaial (SC), que já recebeu três propostas de compra;
- a unidade desativada de Sumaré (SP);
- além de aproximadamente dez outros imóveis distribuídos pelo Brasil, atualmente em fase avançada de negociação.
Segundo a empresa, a alienação do patrimônio ocorrerá de forma gradual, acompanhando o andamento das negociações com os interessados.
Acordo beneficia mais de 2 mil trabalhadores
O plano de pagamento foi homologado pelos Tribunais Regionais do Trabalho de Santa Catarina e de São Paulo.
O acordo contempla tanto funcionários que permaneceram na empresa e aguardavam salários atrasados há mais de dez anos quanto ex-colaboradores que deixaram a companhia sem receber integralmente suas verbas rescisórias.
Até o momento, cerca de 600 trabalhadores já receberam os valores devidos, enquanto o acordo abrange mais de 2 mil pessoas.
Reestruturação busca encerrar passivo histórico
A iniciativa representa um passo importante no processo de reestruturação financeira da Teka.
Ao reduzir o passivo trabalhista, a empresa pretende restabelecer sua capacidade operacional e fortalecer sua sustentabilidade financeira, encerrando um dos capítulos mais delicados de sua história recente.
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