O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta terça-feira (28), a distribuição de R$ 13 bilhões aos trabalhadores, valor correspondente a 89% do lucro obtido pelo fundo em 2025, que totalizou R$ 14,6 bilhões.
Os recursos serão creditados pela Caixa Econômica Federal até o dia 31 de agosto para 138,2 milhões de trabalhadores que possuíam saldo em contas do FGTS em 31 de dezembro de 2025.
O valor recebido por cada beneficiário será proporcional ao saldo existente em sua conta nessa data.
Rentabilidade supera inflação
Com a distribuição dos lucros, a rentabilidade do FGTS em 2025 alcançou 6,90%, ficando acima da inflação oficial do período.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 em 4,26%, o que significa que o rendimento do fundo preservou o poder de compra dos trabalhadores.
Desde 2022, o FGTS tem apresentado rendimento superior à inflação, resultado de mudanças nas regras de distribuição dos lucros do fundo.
Rendimento continua abaixo da poupança
Apesar de superar a inflação, o retorno proporcionado pelo FGTS ficou abaixo do rendimento da caderneta de poupança em 2025.
Enquanto o FGTS registrou rentabilidade de 6,90%, a poupança acumulou ganho de 8,26% no mesmo período.
A comparação reforça um debate recorrente sobre a remuneração dos recursos depositados no fundo, embora o FGTS tenha finalidade diferente da poupança, funcionando como uma reserva de proteção ao trabalhador em situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aquisição da casa própria e aposentadoria.
Depósito será automático
Os trabalhadores não precisam solicitar o crédito.
A Caixa Econômica Federal realizará o depósito automaticamente nas contas vinculadas do FGTS até 31 de agosto.
Quanto maior o saldo existente em 31 de dezembro de 2025, maior será o valor da participação nos lucros.
Os recursos permanecerão sujeitos às regras tradicionais de saque do FGTS, podendo ser retirados apenas nas situações previstas pela legislação.
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