A Petrobras está avaliando a ampliação da capacidade de produção de fertilizantes nitrogenados no Brasil como parte de uma estratégia para reduzir a dependência do país das importações do insumo, considerado essencial para o agronegócio.
Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, os estudos envolvem a expansão das unidades de fertilizantes instaladas em Sergipe, Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul.
A proposta busca aproveitar estruturas industriais já existentes, reduzindo custos de implantação e acelerando o aumento da capacidade produtiva nacional.
Redução da dependência externa
O Brasil figura entre os maiores consumidores de fertilizantes do mundo, mas ainda depende fortemente das importações para abastecer o mercado interno.
Essa dependência expõe o setor agrícola a oscilações provocadas por fatores externos, como conflitos geopolíticos, gargalos logísticos internacionais, variações cambiais e restrições de oferta.
Caso os estudos confirmem a viabilidade técnica e econômica do projeto, a Petrobras estima que poderá suprir entre 70% e 75% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados nos próximos anos.
Impacto para o agronegócio
Os fertilizantes nitrogenados são fundamentais para culturas como soja, milho, algodão, trigo e cana-de-açúcar, influenciando diretamente a produtividade agrícola.
A ampliação da produção nacional pode contribuir para:
✔️ Maior segurança de abastecimento;
✔️ Redução da exposição às oscilações do mercado internacional;
✔️ Fortalecimento da competitividade do agronegócio brasileiro;
✔️ Estímulo à industrialização da cadeia de insumos agrícolas.
A iniciativa também pode gerar impactos positivos na economia regional dos estados que abrigam as unidades industriais.
Bahia ganha destaque na estratégia
Entre as plantas consideradas estratégicas está a unidade da antiga Fafen-BA, localizada em Camaçari.
A retomada e eventual ampliação da capacidade produtiva da fábrica reforçam a importância da Bahia na política nacional de fertilizantes e na estratégia de fortalecimento da indústria química e petroquímica brasileira.
O movimento ocorre em um momento de expansão da atividade agrícola no país e de crescente preocupação com a segurança alimentar e energética.
Minerais estratégicos também estão no radar
Além dos fertilizantes, a Petrobras também avalia oportunidades relacionadas à exploração e ao aproveitamento de minerais considerados estratégicos para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.
Segundo a companhia, ainda existem desafios regulatórios que precisam ser superados antes de uma atuação mais ampla nesse segmento.
A discussão acompanha uma tendência global de busca por maior autonomia na produção de insumos essenciais para a indústria, agricultura e geração de energia.
Leia mais:
Mercado eleva projeção da inflação e reduz expectativa de cortes na Selic, aponta Focus.





