quarta-feira, maio 20, 2026
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BNDES registra maior lucro recorrente da história e amplia crédito para indústria, infraestrutura e pequenas empresas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 17% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O indicador exclui efeitos extraordinários, como recebimento de dividendos, e alcançou R$ 15,6 bilhões no acumulado de 12 meses até março, o maior resultado já registrado pelo banco.

Os números refletem o avanço das operações de crédito e o fortalecimento patrimonial da instituição. Os ativos totais do BNDES somaram R$ 995 bilhões, aproximando o banco da marca histórica de R$ 1 trilhão em ativos.

Crédito acelera em diferentes setores da economia

As aprovações de financiamento atingiram R$ 45,7 bilhões no trimestre, alta de 37% frente ao primeiro trimestre de 2025. Já os desembolsos efetivos chegaram a R$ 36,2 bilhões, crescimento de 44%.

Outro indicador acompanhado pelo mercado, as consultas — que representam demanda futura por crédito — avançaram para R$ 84,4 bilhões, aumento de 65%.

Considerando também operações garantidas pelo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), o volume total de recursos injetados na economia alcançou R$ 66,5 bilhões.

O crescimento ocorreu em diferentes segmentos:

  • Indústria: desembolsos de R$ 8 bilhões (+67%)
  • Infraestrutura: R$ 13,4 bilhões (+51%)
  • Agropecuária: R$ 9,1 bilhões (+40%)
  • Micro, pequenas e médias empresas: aprovações de R$ 29 bilhões (+120%)

O desempenho reforça o papel do banco como financiador de investimentos produtivos e expansão empresarial.

Indicadores financeiros atingem níveis recordes

O patrimônio líquido do BNDES fechou março em R$ 192 bilhões, avanço superior a 47% desde 2022.

Já o Índice de Basileia, indicador que mede a capacidade de uma instituição financeira absorver riscos, ficou em 24,1%, mais que o dobro do mínimo regulatório exigido pelo Banco Central, atualmente em 10,5%.

Outro destaque foi a inadimplência acima de 90 dias, registrada em apenas 0,046%, muito abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional, de 4,33%.

Meta para 2026 depende do cenário de juros

O BNDES pretende encerrar 2026 com aprovações equivalentes a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Especialistas apontam, entretanto, que o desempenho dependerá do comportamento da taxa Selic, já que cerca de dois terços da carteira do banco está vinculada às condições de mercado.

Além disso, o avanço da carteira de participações do banco, que cresceu 27,7% no trimestre, deve continuar sendo acompanhado para avaliar quanto da valorização decorre da alta dos mercados financeiros e quanto resulta da melhora operacional das empresas investidas.

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