A OLX anunciou investimento de R$ 440 milhões no Brasil ao longo de 2026, no maior ciclo de aportes da companhia desde sua chegada ao país, em 2010. O valor representa crescimento de 30% em relação ao investimento realizado em 2025 e sinaliza uma nova fase estratégica da empresa, com foco em tecnologia, desenvolvimento de produtos e marketing.
Conhecida nacionalmente pelo mercado de compra e venda de itens usados, a plataforma busca ampliar sua atuação para segmentos como imóveis, automóveis, inteligência artificial e serviços financeiros, diversificando fontes de receita e fortalecendo o ecossistema digital da companhia.
Apesar de manter o mercado de usados como principal base do negócio, a OLX vem expandindo operações para áreas como venda de carros zero quilômetro, imóveis na planta, financiamento automotivo e garantias locatícias. Segundo a empresa, as verticais de Imóveis e Auto concentram algumas das maiores oportunidades de crescimento, principalmente pela capacidade de atrair clientes profissionais e elevar a conversão entre anúncios e vendas.
A inteligência artificial aparece como uma das prioridades da estratégia. Entre as iniciativas recentes está a Izi, assistente virtual voltada para corretores imobiliários. De acordo com a companhia, a ferramenta tem registrado taxa de conversão de leads até três vezes superior aos modelos tradicionais de atendimento.
Internamente, a OLX afirma já utilizar mais de 300 agentes de inteligência artificial para otimizar operações, aumentar eficiência e acelerar processos.
O investimento ocorre em meio à transformação mais ampla do Grupo OLX, controlado pela Prosus, que busca ampliar integrações com empresas do portfólio na América Latina. A expansão inclui ainda o avanço em produtos financeiros e parcerias com instituições bancárias.
Nesse movimento, ganha destaque a aproximação com a CredAluga, fintech do setor imobiliário que recebeu aporte de US$ 5 milhões da companhia no final de 2025.
Com a nova estratégia, a OLX pretende evoluir da imagem consolidada como plataforma de classificados e “desapego” para um ecossistema mais amplo, integrando tecnologia, imóveis, mobilidade e soluções financeiras.
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