O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, ampliando a capacidade brasileira de pesquisa científica em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, mudanças climáticas, nanotecnologia e desenvolvimento de novos materiais.
Instalado em Campinas (SP), o Sirius é considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e integra o seleto grupo de países que possuem fonte de luz síncrotron de quarta geração — tecnologia utilizada para investigar estruturas extremamente pequenas, em escala atômica.
Na prática, o equipamento funciona como um “supermicroscópio”, permitindo análises detalhadas de moléculas, células, minerais e materiais, contribuindo para pesquisas de alta complexidade e inovação tecnológica.
As quatro novas linhas inauguradas ampliam o potencial do laboratório para experimentos avançados e fortalecem o papel do Brasil na produção científica internacional, com aplicações que podem impactar setores como desenvolvimento de medicamentos, transição energética, agronegócio, indústria e sustentabilidade ambiental.
Outro destaque do projeto é o índice de nacionalização da tecnologia. Entre 85% e 90% dos componentes do Sirius foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil, impulsionando a indústria de alta precisão, engenharia avançada e formação de mão de obra altamente especializada.
O Sirius é operado pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e representa um dos maiores investimentos brasileiros em ciência, tecnologia e inovação nas últimas décadas.
Com a expansão da infraestrutura, pesquisadores brasileiros e estrangeiros passam a contar com novas possibilidades para estudos em fronteiras do conhecimento, consolidando o país como referência científica em áreas estratégicas.
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