A Justiça de São Paulo condenou o Hospital Sírio-Libanês por cobrança considerada abusiva em um procedimento cirúrgico realizado em 2025.
O caso envolve uma cirurgia de correção de pálpebra (ptose palpebral), na qual o hospital alegou ter utilizado cerca de 3 mil luvas de látex em um procedimento que durou pouco mais de uma hora.
Diferença de valores chama atenção
Segundo o processo, o orçamento inicial aprovado pelo paciente era de R$ 5.710. Após a realização da cirurgia, no entanto, a conta apresentada chegou a R$ 15.483.
A decisão foi proferida pela juíza Renata Soubhie Nogueira Borio, que considerou a cobrança indevida e determinou o pagamento de R$ 10 mil por danos morais ao paciente.
Excesso de materiais
Na ação, a defesa do paciente questionou a quantidade de materiais cobrados, especialmente o uso de 3 mil luvas.
Os advogados argumentaram que, para consumir esse volume, a equipe médica precisaria dedicar praticamente todo o tempo da cirurgia apenas à troca de luvas.
A magistrada concordou com a avaliação, destacando que a quantidade extrapolou os limites da razoabilidade, especialmente considerando que o procedimento ocorreu sem intercorrências.
Argumento do hospital
Em sua defesa, o hospital afirmou que o orçamento inicial se referia a outro procedimento (blefaroplastia), diferente da cirurgia realizada.
A instituição também alegou que o paciente estava ciente de possíveis alterações nos valores e que a cobrança final refletia os materiais e serviços utilizados.
Próximos passos
O hospital informou que ainda não foi oficialmente notificado da decisão. Cabe recurso.
Debate sobre transparência
O caso reacende o debate sobre transparência na cobrança de procedimentos médicos e a necessidade de maior clareza na relação entre hospitais e pacientes.
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