Terminou na última segunda-feira (20) o prazo para que hotéis, pousadas e hostels de todo o país aderissem à Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital (FNRH). A partir desta terça-feira, o uso do check-in digital passa a ser obrigatório no setor.
A nova exigência foi implementada pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro, com o objetivo de modernizar o processo de entrada de hóspedes e eliminar o uso de formulários em papel.
Adoção ainda é limitada
Apesar da obrigatoriedade, a adesão ainda está abaixo do esperado. De acordo com dados do ministério, dos mais de 19 mil estabelecimentos cadastrados no Cadastur, apenas cerca de 3,4 mil haviam aderido ao sistema até a semana passada.
Desde novembro, quando o modelo digital começou a ser implementado, mais de 1,7 milhão de fichas já foram preenchidas no novo formato.
Como funciona o novo sistema
Com a FNRH digital, o hóspede pode preencher seus dados antecipadamente de forma online, utilizando o sistema Gov.br.
Na prática:
- O estabelecimento envia um QR Code ou link ao cliente
- O hóspede preenche os dados antes da chegada
- O check-in é concluído de forma rápida no local
No caso de estrangeiros, o procedimento é feito com o número do passaporte, sem necessidade de conta no Gov.br.
Benefícios para o setor
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a digitalização traz ganhos operacionais e ambientais.
“Hotéis, pousadas e resorts passam a oferecer um check-in mais ágil, confortável e seguro, além de reduzir custos e eliminar o uso de papel”, destacou.
Base legal da mudança
A obrigatoriedade da FNRH digital está prevista na Lei nº 14.978/2024, que regulamenta o registro eletrônico de hóspedes em todo o país.
Desafio agora é adaptação
Com o prazo encerrado, o setor de hospedagem entra em fase de adaptação obrigatória ao novo modelo, que deve acelerar a digitalização do turismo brasileiro e melhorar a experiência dos viajantes.
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