O Tesouro Direto registrou, em março de 2026, o maior volume de investimentos da sua história, com R$ 14,79 bilhões em operações.
Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional e mostram uma emissão líquida de R$ 3,78 bilhões, resultado da diferença entre aplicações e resgates, que somaram R$ 11,01 bilhões.
Busca por segurança impulsiona alta
O desempenho recorde é atribuído à busca dos investidores por segurança e rentabilidade em um cenário de juros ainda elevados.
O movimento reforça o papel da renda fixa pública como alternativa em momentos de maior incerteza no mercado financeiro.
Pequeno investidor ganha protagonismo
Um dos destaques do período foi a forte participação de investidores de menor porte.
As aplicações de até R$ 1 mil representaram 45,6% do total de operações, evidenciando a democratização do acesso ao investimento.
Preferência por títulos atrelados à Selic
Entre os ativos mais procurados, os títulos indexados à taxa básica de juros lideraram:
- Selic: R$ 7,8 bilhões (52,7%)
- IPCA+: R$ 4,8 bilhões
- Prefixados: R$ 2,2 bilhões
A diversificação indica preocupação dos investidores com inflação e preservação do poder de compra no longo prazo.
Educação financeira em evolução
O valor médio por operação ficou em R$ 12.083,06, refletindo maior maturidade dos investidores brasileiros.
Perspectiva para os próximos meses
Com a manutenção de juros elevados no Brasil e no exterior, a tendência é que o Tesouro Direto continue atraindo recursos.
O cenário reforça o programa como um dos principais destinos de investimento, especialmente diante da volatilidade do mercado de ações.
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