A taxa de desocupação no Brasil atingiu em 2025 o menor nível da série histórica, com média anual de 5,6%, segundo dados da PNAD Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O resultado representa uma queda em relação aos 6,6% registrados em 2024 e reforça o cenário de recuperação do mercado de trabalho no país.
Nordeste lidera queda do desemprego
No Nordeste, a redução foi ainda mais expressiva. A região apresentou o maior recuo entre todas do país, com queda de 1,2 ponto percentual na taxa de desocupação.
A retração foi registrada em todos os estados nordestinos, com destaque para:
- Paraíba: de 8,3% para 6,0%
- Pernambuco: redução de 2,2 pontos percentuais, encerrando o ano em 8,7%
Segundo Hellen Saraiva Leão, pesquisadora do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste, o resultado reflete o dinamismo da economia regional.
“A queda está associada ao crescimento da atividade econômica e ao fortalecimento do mercado de trabalho”, afirma.
Mais empregos e renda em alta
O levantamento mostra que a população ocupada no Nordeste chegou a cerca de 22,9 milhões de pessoas em 2025, com crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior.
Estados como Maranhão e Paraíba lideraram a expansão no número de trabalhadores, enquanto Bahia, Pernambuco e Ceará seguem concentrando maior volume de empregos.
No Brasil, o rendimento médio do trabalho foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7%. No Nordeste, o avanço foi ainda maior, de 6,0%, atingindo média de R$ 2.475 — ainda a menor entre as regiões do país.
Crescimento econômico impulsiona mercado
De acordo com a pesquisadora, o cenário positivo está ligado ao desempenho econômico regional, com o PIB do Nordeste estimado em crescimento de 2,3% em 2025, acima da média nacional de 2,2%.
Papel do crédito no desenvolvimento
O Banco do Nordeste também teve papel relevante nesse avanço, segundo avaliação do gerente do Etene, Allisson Martins.
“Estimamos que as operações de crédito contribuíram para a geração e manutenção de mais de 620 mil empregos, além de elevar a massa salarial em mais de R$ 9,1 bilhões”, destacou.
Leia mais:
Eurofarma intensifica investimentos em inovação e avança no desenvolvimento de novas terapias.





