A Suzano recebeu aprovação sem restrições da União Europeia para a criação de uma joint venture avaliada em US$ 3,4 bilhões com a Kimberly-Clark, ampliando sua atuação internacional no mercado de tissue — segmento que inclui produtos como papel higiênico, papel-toalha, guardanapos e lenços faciais.
A operação representa um movimento estratégico da companhia brasileira para expandir sua presença além da produção de celulose, reforçando participação em categorias de consumo final.
Pelo acordo anunciado, a Suzano adquirirá 51% da nova empresa por aproximadamente US$ 1,734 bilhão em dinheiro, enquanto a Kimberly-Clark manterá participação de 49%.
Expansão internacional e novos mercados
A nova companhia será incorporada na Holanda e reunirá ativos internacionais do negócio de tissue da Kimberly-Clark.
Segundo informações divulgadas pelas empresas, a operação passará a contar com:
- 22 fábricas em 14 países;
- aproximadamente 9 mil funcionários;
- presença em mais de 70 mercados internacionais.
Os ativos envolvidos registraram cerca de US$ 3,3 bilhões em vendas líquidas em 2024, segundo dados apresentados no anúncio.
Além disso, mais de 40 marcas regionais serão transferidas para a nova estrutura empresarial.
Marcas globais permanecem na operação
Embora ativos sejam incorporados à joint venture, marcas internacionais conhecidas como Kleenex, Scott, Cottonelle, WypAll, Viva e Kimberly-Clark Professional continuarão presentes na operação por meio de contratos de licenciamento de longo prazo.
O modelo permite aproveitar reconhecimento global das marcas enquanto amplia escala operacional da nova companhia.
Suzano amplia estratégia além da celulose
A movimentação ocorre sob liderança do presidente da Suzano, Beto Abreu, e reforça uma estratégia de diversificação para segmentos mais próximos do consumidor final.
Historicamente reconhecida pela produção de celulose, a empresa amplia presença em cadeias industriais de maior valor agregado.
Especialistas do setor observam que movimentos de integração e consolidação têm aumentado entre grandes grupos globais de papel e higiene pessoal, impulsionados pela busca por escala, eficiência e expansão internacional.
Aprovação europeia não encerra processo
Apesar do aval da União Europeia representar avanço relevante, a conclusão definitiva da operação ainda depende do cumprimento de outras exigências regulatórias e societárias.
A expectativa divulgada pelas empresas é de que o fechamento ocorra em meados de 2026, após obtenção das autorizações necessárias.
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