Arroba do boi gordo volta a subir com exportações aquecidas e oferta restrita de animais

Os preços da arroba do boi gordo voltaram a registrar alta neste fim de maio, impulsionados pelo forte desempenho das exportações brasileiras de carne bovina e pela menor disponibilidade de animais prontos para abate no mercado interno.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), o Indicador do Boi Gordo Cepea avançou 0,87% entre os dias 19 e 26 de maio, encerrando a última terça-feira (26) cotado a R$ 347,80 por arroba.

Exportações sustentam valorização

Segundo os pesquisadores do Cepea, o principal fator por trás da recuperação dos preços é o ritmo acelerado das exportações brasileiras de carne bovina in natura.

Na parcial de maio, o Brasil já embarcou mais de 200 mil toneladas do produto, com média diária de 13,565 mil toneladas exportadas.

Caso esse desempenho seja mantido até o encerramento do mês, os embarques poderão superar 270 mil toneladas, estabelecendo um novo recorde para maio e reforçando a posição do Brasil como um dos maiores exportadores mundiais de carne bovina.

Oferta menor pressiona mercado

Além da demanda internacional aquecida, o mercado também enfrenta uma oferta mais limitada de animais terminados para abate, cenário que contribui para a sustentação dos preços.

Com menos disponibilidade de boiadas prontas para comercialização, frigoríficos têm encontrado maior dificuldade para compor escalas de abate, aumentando a competição pelos lotes disponíveis.

Setor acompanha impacto sobre cadeia produtiva

A valorização da arroba é acompanhada de perto por produtores rurais, frigoríficos e investidores ligados ao agronegócio.

Entre os efeitos observados estão:

🐂 melhora da rentabilidade do pecuarista
📈 fortalecimento das receitas com exportação
🌎 ampliação da competitividade internacional
💰 impacto potencial sobre os preços da carne no mercado interno

Brasil mantém protagonismo global

O desempenho das exportações reforça o papel estratégico da pecuária brasileira no comércio internacional de alimentos.

Com demanda crescente de mercados como China, Oriente Médio e outros países asiáticos, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho das vendas externas ao longo de 2026, especialmente se a oferta global permanecer ajustada.

Leia mais:

PIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026 e supera ritmo do fim do ano passado.

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