O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a disponibilizar neste mês de junho a vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20) para crianças de até 5 anos. O novo imunizante amplia a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, principal responsável por casos de pneumonia, meningite, otite e infecções generalizadas que podem levar à hospitalização e até à morte.
A introdução da vacina representa um avanço importante na estratégia nacional de imunização infantil, uma vez que a pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria, ampliando significativamente a cobertura em relação às versões anteriormente utilizadas no calendário vacinal.
Proteção ampliada
Segundo o Ministério da Saúde, um dos principais diferenciais da nova vacina é a proteção contra sorotipos que estão entre os mais associados aos casos graves de doença pneumocócica invasiva, incluindo os tipos 3, 6A e 19A.
Além da prevenção da pneumonia e da meningite, o imunizante também reduz o risco de otite média, uma das infecções mais frequentes na infância e que, em casos mais graves, pode provocar perda auditiva e outras complicações.
Distribuição já começou
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, todas as etapas preparatórias para a implementação da vacina já foram concluídas.
“Já tomamos todos os passos necessários, inclusive com a publicação da nota técnica e o início da distribuição para estados e municípios. A expectativa é que, a partir da segunda quinzena de junho, as crianças possam receber a vacina nas unidades básicas de saúde”, informou o ministro.
O Ministério da Saúde já iniciou a distribuição das primeiras 514 mil doses para os estados. A vacinação será realizada gradualmente, conforme os imunizantes forem recebidos pelas secretarias estaduais e municipais de saúde.
Importância da imunização
A vacinação contra o pneumococo integra o calendário nacional de imunização infantil desde 2010 e tem desempenhado papel fundamental na redução de casos graves da doença em todo o país.
Especialistas destacam que a ampliação da cobertura vacinal contribui para diminuir internações, sequelas neurológicas decorrentes da meningite e óbitos infantis, além de reduzir a circulação da bactéria na população.
A orientação do Ministério da Saúde é que pais e responsáveis acompanhem a atualização da caderneta de vacinação das crianças e procurem as unidades básicas de saúde para garantir a imunização dentro dos prazos recomendados.
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