OAB lança plano nacional para integrar inteligência artificial à advocacia brasileira

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou a criação do Plano Nacional de Integração de Inteligência Artificial na Advocacia, iniciativa que busca preparar a classe jurídica para os impactos das novas tecnologias no exercício profissional.

O projeto foi apresentado durante o evento “A Advocacia Disruptiva: Desafios Éticos, Riscos e a Gestão de IA na Prática Diária”, realizado em Brasília pelo Conselho Federal da OAB em parceria com a Escola Superior da Advocacia Nacional (ESA Nacional).

Segundo a entidade, o plano será estruturado em cinco eixos estratégicos: governança e boas práticas no uso da inteligência artificial, capacitação profissional, modernização dos serviços oferecidos pela Ordem, defesa das prerrogativas da advocacia e apoio à jovem advocacia.

Durante o anúncio, a secretária-geral do Conselho Federal da OAB, Rose Morais, destacou que a inteligência artificial deverá impactar diretamente a rotina dos mais de 1,4 milhão de advogados brasileiros.

“A advocacia vive um momento de transformação. Nosso papel é garantir que os profissionais estejam preparados para utilizar essas ferramentas de forma ética, segura e estratégica, preservando a essência da atividade jurídica”, afirmou.

Como parte das ações previstas, a OAB também lançará um curso voltado para Inteligência Artificial e Gestão de Negócios para o Setor Jurídico. A capacitação integra um programa permanente destinado à inclusão digital e ao uso eficiente das novas tecnologias por escritórios e profissionais do Direito.

Outra iniciativa anunciada é a realização de uma pesquisa nacional em parceria com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O levantamento pretende mapear o estágio atual de adoção da inteligência artificial pela advocacia brasileira, identificando oportunidades, desafios e impactos da tecnologia na atividade profissional.

Os resultados do estudo servirão de base para a elaboração de um futuro provimento do Conselho Federal da OAB, estabelecendo diretrizes para o uso da inteligência artificial no exercício da advocacia.

A iniciativa acompanha uma tendência global de incorporação de ferramentas de IA ao setor jurídico, especialmente em atividades como pesquisa jurisprudencial, análise documental, automação de contratos, gestão de processos e apoio à tomada de decisões estratégicas.

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