O Banco do Brasil (BB) firmou um contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para a prestação de serviços postais em âmbito nacional e internacional. O acordo entrou em vigor no início de julho e terá vigência de cinco anos, garantindo o atendimento às unidades da instituição financeira em todo o país.
A contratação contempla serviços postais convencionais, especiais e telemáticos, essenciais para a operação do banco, incluindo o envio de faturas de cartões de crédito, extratos bancários, comunicados e outros documentos destinados aos clientes.
Contratação sem processo competitivo
Segundo o Banco do Brasil, o contrato foi firmado sem licitação, com base na inviabilidade de competição, prevista na legislação aplicável.
A instituição justificou que os Correios são responsáveis pela execução do serviço postal no país e possuem estrutura logística capaz de atender todo o território nacional, especialmente em localidades remotas e de difícil acesso.
Em nota, o banco destacou que, mesmo para serviços não abrangidos pelo monopólio postal, não existem operadores privados com a mesma abrangência territorial e capacidade operacional.
“Para os serviços não abrangidos pelo monopólio, nas localidades remotas e de difícil acesso, na prática, não existem prestadores com capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional equivalentes aos da ECT-Correios. Adicionalmente, os preços praticados pela ECT-Correios são definidos por tarifas regulamentadas ou por política comercial padronizada, sem possibilidade de negociação individualizada”, informou o Banco do Brasil.
Contrato substitui acordo anterior
O novo contrato substitui o acordo anteriormente vigente entre as duas instituições.
Segundo o Banco do Brasil, os valores foram atualizados conforme a inflação acumulada no período, mantendo a continuidade dos serviços postais utilizados pela instituição.
Reestruturação dos Correios
A assinatura ocorre em um momento de reestruturação financeira dos Correios.
A estatal enfrenta desafios para equilibrar suas contas diante do aumento dos custos operacionais, da necessidade de modernização da infraestrutura logística e da crescente concorrência no setor de encomendas.
No primeiro trimestre deste ano, os Correios registraram prejuízo bilionário, ampliando a pressão sobre a empresa para buscar novas receitas e fortalecer o caixa.
Apoio financeiro da União
No fim de 2025, a União aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, para apoiar a recuperação financeira da estatal.
No ano passado, os Correios encerraram o exercício com um déficit de R$ 8,5 bilhões, resultado que reforçou a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica da empresa.
Nesse contexto, contratos de grande porte, como o firmado com o Banco do Brasil, contribuem para garantir receita recorrente e a continuidade das operações da estatal.
Leia mais:





