O mercado do boi gordo segue operando em ritmo moderado, com preços estáveis e reajustes pontuais em diferentes regiões do país. A combinação entre oferta restrita de animais prontos para abate e a resistência dos produtores tem impactado o ritmo das negociações.
Em Mato Grosso, o mercado apresentou menor fluidez, com preços variando entre R$ 355 e R$ 360 por arroba. Já no Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, a melhora na oferta manteve a média em R$ 345,43 por arroba.
Reajustes regionais e demanda específica
No Pará, a demanda por vacas e novilhas impulsionou reajustes de aproximadamente R$ 5, com valores entre R$ 320 e R$ 335 por arroba.
O Indicador Cepea registrou média de R$ 367,30, acumulando alta de 3,17% no mês.
Margens favorecem pecuaristas
Os preços elevados da arroba têm melhorado as margens do pecuarista terminador, mesmo diante da valorização do bezerro.
Segundo o indicador Cepea/Esalq, a média da arroba está em R$ 363,82, representando avanço de 13% em relação a janeiro e de 14% frente a abril de 2025, considerando a deflação pelo IGP-DI.
Relação de troca em alta
A relação de troca também evoluiu positivamente, atingindo o melhor nível dos últimos 12 meses. Em abril, são necessárias 9,12 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro no Mato Grosso do Sul.
Apesar da valorização do bezerro, que registra média de R$ 3.316,71, o poder de compra do produtor aumentou, favorecendo a reposição de animais.
Perspectiva do mercado
O cenário indica um mercado equilibrado no curto prazo, com sustentação de preços pela oferta limitada e demanda ainda consistente, especialmente no mercado interno.
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