quarta-feira, fevereiro 1, 2023
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Grupo Latam recebe ofertas de financiamento de mais de US$5 bilhões cada

O Latam Airlines Group S.A. e algumas de suas afiliadas devedoras no Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos e Peru divulgaram  o seu plano de negócios de cinco anos junto com vários avanços relacionados ao seu processo de financiamento de saída. Este marco é uma das etapas finais antes da apresentação do seu plano de reorganização. Até 2024, a Latam  prevê recuperar a rentabilidade aos níveis de 2019 e, até 2026, aumentar o resultado operacional em 78% com relação ao período pré-pandêmico.

Como parte do seu processo de financiamento de saída, a Latam recebeu até o momento várias ofertas de seus principais credores e acionistas majoritários, fornecendo cada uma mais de US$ 5 bilhões de novos fundos, o que reafirma a confiança do mercado na Latam.

Destaques do plano de negócios  

O plano de negócios inclui uma visão da recuperação da demanda, o plano de frota e as projeções financeiras e operacionais até 2026, entre outras informações. Em relação à capacidade projetada (ASKs), o grupo espera retornar aos níveis pré-pandêmicos em 2024 e ter um crescimento de 7% até 2026, em relação a 2019, em função da esperada recuperação do mercado doméstico até 2022 e do internacional até 2024, em linha com o anunciado pelo setor.

A recuperação é apoiada pelo aumento operacional no mercado doméstico da Latam Airlines Brasil até o momento, que atingiu a capacidade (medida em ASK) de 77% em agosto, em relação a 2019, e deve ultrapassar 100% em relação a 2019 no início de 2022. O mercado doméstico das afiliadas na Colômbia, Equador, Peru e Chile já atingiu 72% em agosto, enquanto a recuperação internacional do grupo, tanto os voos curtos na região quanto os longos, continua a ser afetada por restrições de viagens.

Em relação a 2019, a receita total deve crescer 13% até 2026, enquanto as receitas de passageiros e de cargas devem crescer 8% e 59%, respectivamente.

As iniciativas de redução de custos durante o processo de Capítulo 11, incluindo mais eficiência por meio da transformação digital, renegociação com fornecedores e reestruturação da frota, somam mais de US$ 900 milhões por ano e tem permitido à Latam  modificar estruturalmente a sua base de custos. O

s custos de frota, sozinhos, representam mais de 40% da economia de caixa anual em comparação com 2019. O grupo também espera melhorar seu CASK (custo por ASK) de passageiros exceto combustível que, antes do impacto da inflação, está estimado em US$ 3,3 centavos para 2024, com algumas operações domésticas ainda menores. Por sua vez, a Latam  conseguiu variar os seus custos, de 65% em 2019 para 80% em 2021-2022, o que lhe permitirá uma melhor adaptação à recuperação não linear da demanda.

Apenas os custos da frota indicam uma economia anual de custos de caixa de mais de 40% em comparação com 2019.

A Latam projeta uma margem operacional (EBIT) de 11,2% em 2026, a maior desde 2010. “Apesar da crise dramática que enfrentamos, aproveitamos ao máximo a nossa reestruturação, não apenas nos tornando substancialmente mais eficientes, mas também consolidando uma proposta de valor melhor para os clientes, o que tem sido reforçado pelo grande interesse que recebemos em conceder financiamento de saída”, afirma Roberto Alvo, CEO da Latam Airlines. “Sairemos desse processo como um grupo de companhias aéreas altamente competitivo e sustentável, com uma estrutura de custos muito eficiente, ao mesmo tempo em que manteremos a malha aérea e a conectividade incomparáveis que a Latam oferece em todos os mercados em que atua”.

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