O governo federal anunciou, nesta terça-feira, o Plano Safra 2026/2027 voltado à agricultura empresarial, com a destinação de R$ 525,1 bilhões para o financiamento da produção agropecuária. O montante representa um acréscimo de R$ 8,9 bilhões, ou 1,72%, em relação ao ciclo anterior.
O programa contempla linhas de crédito para médios e grandes produtores, com taxas de juros entre 8% e 12,5% ao ano, além de reduções de até 1,5 ponto percentual em diversas modalidades de financiamento na comparação com o Plano Safra 2025/2026.
Recursos para custeio e investimentos
Do total anunciado, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização da produção agropecuária, garantindo recursos para aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção de rebanhos e apoio à comercialização. Apesar do volume expressivo, o valor representa redução de 7,2% em relação ao ciclo anterior, quando foram disponibilizados R$ 414,7 bilhões.
Já os recursos destinados aos investimentos somam R$ 140,2 bilhões, crescimento de 38,1% frente ao último Plano Safra. Os financiamentos terão como foco a modernização das propriedades rurais, ampliação da capacidade de armazenagem e adoção de tecnologias para aumentar a produtividade e a sustentabilidade no campo.
Juros menores em diversas linhas de crédito
O governo também anunciou redução das taxas de juros na maior parte dos programas de crédito rural. As taxas ficaram definidas da seguinte forma:
- PCA (até 12 mil toneladas): 8%
- RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens: 8,5%
- Pronamp: 9%
- RenovAgro: 9,5%
- Inovagro: 11,5%
- Proirriga: 11,5%
- Investimento Empresarial: 11,5%
- Moderfrota Pronamp: 11,5%
- Prodecoop: 12%
- Procap-Agro: 12%
- Moderfrota: 12,5%
- Custeio Empresarial: 12,5%
A única linha que manteve a taxa do ciclo anterior foi a destinada ao RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens, fixada em 8,5%.
A cerimônia oficial de lançamento do Plano Safra está marcada para o Palácio do Planalto, com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
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