A operadora de planos de saúde Amil pode protagonizar uma das maiores transações recentes do setor de saúde suplementar no Brasil. A empresa passou a despertar o interesse de grandes fundos internacionais e negocia uma possível venda avaliada em até R$ 20 bilhões, segundo informações do mercado financeiro.
Entre os potenciais compradores estão os fundos norte-americanos Bain Capital e Advent, que já iniciaram conversas com instituições financeiras para estruturar o financiamento da operação.
Bancos participam da estruturação
De acordo com informações de mercado, a negociação poderá envolver a venda parcial ou integral da operadora.
Para viabilizar a aquisição, os fundos estariam articulando operações de financiamento com alguns dos principais bancos do país, entre eles:
- Itaú Unibanco;
- Bradesco;
- Santander;
- BTG Pactual.
Caso seja concretizada, a transação poderá figurar entre as maiores já realizadas no segmento de saúde privada no Brasil.
Mudança de controle recente
A possível venda ocorre pouco mais de três anos após a mudança de controle da companhia.
Em 2023, a Amil foi adquirida pelo empresário José Seripieri Filho, conhecido como Junior, fundador da Qualicorp e da Qsaúde, em uma operação estimada em aproximadamente R$ 11 bilhões.
Na ocasião, a empresa deixou o controle da norte-americana UnitedHealth Group (UHG), que havia comandado a operadora durante vários anos.
Interesse recorrente
O interesse pela Amil não é novidade.
Antes da atual movimentação, a operadora também esteve no radar do empresário Nelson Tanure e do próprio Bain Capital, que já foi um dos principais acionistas da antiga NotreDame Intermédica.
O histórico reforça o posicionamento da Amil como um dos ativos mais relevantes da saúde suplementar brasileira.
Setor segue em consolidação
Nos últimos anos, o mercado brasileiro de planos de saúde passou por um intenso processo de consolidação, marcado por fusões, aquisições e entrada de grandes investidores nacionais e internacionais.
Além do crescimento da demanda por serviços de saúde, fatores como escala operacional, digitalização, integração vertical e ganhos de eficiência têm impulsionado movimentos estratégicos entre operadoras.
A eventual venda da Amil reforça essa tendência e poderá redefinir a dinâmica competitiva do setor, caso seja concluída.
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