O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê que o salário mínimo no Brasil poderá alcançar R$ 1.717 em 2027, representando um aumento de 5,92% em relação ao valor atual de R$ 1.621.
A proposta segue a política de valorização do mínimo adotada desde 2023, que combina a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.
Nova regra limita aumento real
Apesar da fórmula original considerar integralmente o desempenho da economia, uma mudança aprovada no fim de 2024 passou a impor limites ao ganho real acima da inflação.
A nova regra vincula esse crescimento ao arcabouço fiscal, estabelecendo um intervalo entre 0,6% e 2,5% para o aumento real do salário mínimo entre 2025 e 2030.
PIB maior, mas reajuste limitado
Embora o PIB de 2024 tenha registrado crescimento de 3,4%, o reajuste do salário mínimo em 2027 seguirá o teto de 2,5% permitido pela nova regra fiscal.
Isso significa que o aumento real será menor do que o crescimento econômico, refletindo a estratégia do governo de equilibrar a valorização do salário com o controle das contas públicas.
Impacto nas contas públicas
O salário mínimo tem impacto direto sobre benefícios sociais e previdenciários, o que torna seu reajuste uma variável sensível para o orçamento federal.
A proposta busca conciliar o ganho de renda da população com a sustentabilidade fiscal, em um cenário de atenção às despesas obrigatórias.
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