O Ibovespa intensificou as perdas ao longo do pregão e recuou para a faixa dos 192 mil pontos, após abrir próximo dos 196 mil, em um movimento de realização de lucros após o feriado.
O cenário internacional mais tenso, com incertezas envolvendo o Oriente Médio, aumentou a aversão ao risco e pressionou ativos de mercados emergentes, levando a bolsa brasileira a ter desempenho inferior ao de seus pares globais.
Petróleo limita perdas
Apesar do movimento negativo generalizado, ações da Petrobras ajudaram a conter quedas mais acentuadas, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional.
Ainda assim, a maioria dos papéis operou em baixa, refletindo cautela dos investidores diante do ambiente externo mais instável.
Juros sobem com preocupação inflacionária
No mercado de renda fixa, os contratos futuros de DI registraram alta, especialmente nos vencimentos mais longos.
O movimento indica aumento das preocupações com a inflação e possíveis impactos na trajetória da taxa Selic.
Dólar mostra resiliência
Já o dólar à vista encerrou o dia praticamente estável, cotado a R$ 4,97.
Mesmo com a pressão global e o fortalecimento do DXY no exterior, o real brasileiro mostrou resiliência.
Entre os fatores de suporte estão:
- Alta do petróleo, que favorece países exportadores de commodities
- Entrada de capital estrangeiro
- Ajuste concentrado em bolsa e juros
Volatilidade segue no radar
O cenário reforça que choques externos continuam sendo o principal fator de volatilidade para o mercado brasileiro.
A depender da evolução do conflito no Oriente Médio e do fluxo de capital internacional, a dinâmica dos ativos pode mudar rapidamente nos próximos dias.
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