quarta-feira, abril 22, 2026
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Empresa americana compra mineradora brasileira por US$ 2,8 bilhões e entra na disputa global por terras raras

A USA Rare Earth anunciou a aquisição de 100% do grupo Serra Verde, dono da única mina do Brasil que produz e processa minerais de terras raras. O negócio foi fechado por US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões), com pagamento majoritariamente em ações.

A operação marca um movimento estratégico dos Estados Unidos para reduzir a dependência da China no fornecimento desses insumos críticos.

Minerais estratégicos para a nova economia

Apesar do nome, terras raras são um grupo de minerais essenciais para tecnologias modernas, como veículos elétricos, smartphones, inteligência artificial e sistemas de defesa.

A mina brasileira, localizada em Goiás, é considerada um ativo estratégico global, sendo a única fora da Ásia a produzir comercialmente os quatro elementos mais demandados desse grupo.

Disputa geopolítica por insumos críticos

Atualmente, a China domina grande parte da cadeia global de terras raras, desde a extração até o processamento e fabricação de componentes.

Com a aquisição, os Estados Unidos avançam na estratégia de diversificar a origem desses materiais e garantir maior segurança para suas cadeias industriais.

Integração da cadeia produtiva

A USA Rare Earth pretende controlar toda a cadeia, desde a extração no Brasil até a produção final de ímãs e componentes eletrônicos.

A ideia é conectar a produção brasileira a fábricas nos Estados Unidos, França e Reino Unido, reduzindo a dependência do processamento asiático.

Produção já comprometida

A mina tem capacidade estimada de cerca de 5 mil toneladas anuais de minerais já processados.

Toda essa produção inicial já está comprometida em contratos de longo prazo, com duração de até 15 anos, com investidores apoiados pelo governo americano.

Impactos para o Brasil

Embora o projeto esteja localizado no Centro-Oeste, os efeitos da operação se estendem para toda a economia brasileira, influenciando setores como energia limpa, mobilidade elétrica e tecnologia.

A movimentação reforça o papel do Brasil na nova geopolítica dos recursos estratégicos e pode atrair novos investimentos para o setor mineral.

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