O Carrefour Brasil promoveu uma mudança estratégica no comando do Atacadão, sua principal operação no país. Marcos Samaha assume a liderança da rede no lugar de Marco Oliveira, em um movimento que sinaliza uma nova fase de gestão sob o comando do CEO Pablo Lorenzo.
A transição ocorre em meio a um processo de reorganização interna iniciado por Lorenzo desde que assumiu o grupo, em julho de 2025, com foco na integração das áreas e maior centralização das operações.
Novo comando com experiência no varejo
Marcos Samaha chega ao cargo com trajetória consolidada no setor. O executivo já liderou empresas como Tenda Atacado, Walmart Brasil e GPA, além de ter passado pela Jequiti Cosméticos.
No Atacadão, terá como principal missão fortalecer e expandir o modelo de atacarejo, considerado um dos formatos mais dinâmicos do varejo alimentar brasileiro.
Já Marco Oliveira, que acumulava 35 anos de atuação no grupo, permanecerá até o fim de junho para apoiar o processo de transição.
Movimento vai além da troca de liderança
A mudança no comando reflete uma transformação estrutural mais ampla. Segundo o Brazil Journal, o Carrefour Brasil está abandonando a lógica anterior de maior autonomia do Atacadão e avançando para um modelo mais integrado.
A estratégia inclui a aproximação física das equipes e a centralização de operações em São Paulo, com o objetivo de unificar decisões e aumentar o controle sobre o negócio.
Atacadão no centro da estratégia
O peso do Atacadão explica a relevância da decisão. A operação responde por cerca de 70% do faturamento do grupo e é considerada a maior varejista alimentar do país.
Em 2024, a rede registrou faturamento bruto de R$ 120,5 bilhões, consolidando sua posição como principal motor de crescimento do Carrefour no Brasil.
Nova fase do varejo
A troca de comando sinaliza uma mudança no “centro de gravidade” do grupo no país, com maior integração entre bandeiras e foco em eficiência operacional.
O movimento também reforça uma tendência no setor: grandes varejistas buscam estruturas mais centralizadas e orientadas a dados para ganhar escala e competitividade em um mercado cada vez mais desafiador.
Leia mais:
Gigante chinesa Mixue estreia no Brasil e projeta até mil lojas até 2030.





