segunda-feira, abril 20, 2026
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Carrefour Brasil troca comando do Atacadão e reforça estratégia de integração do grupo

O Carrefour Brasil promoveu uma mudança estratégica no comando do Atacadão, sua principal operação no país. Marcos Samaha assume a liderança da rede no lugar de Marco Oliveira, em um movimento que sinaliza uma nova fase de gestão sob o comando do CEO Pablo Lorenzo.

A transição ocorre em meio a um processo de reorganização interna iniciado por Lorenzo desde que assumiu o grupo, em julho de 2025, com foco na integração das áreas e maior centralização das operações.

Novo comando com experiência no varejo

Marcos Samaha chega ao cargo com trajetória consolidada no setor. O executivo já liderou empresas como Tenda Atacado, Walmart Brasil e GPA, além de ter passado pela Jequiti Cosméticos.

No Atacadão, terá como principal missão fortalecer e expandir o modelo de atacarejo, considerado um dos formatos mais dinâmicos do varejo alimentar brasileiro.

Já Marco Oliveira, que acumulava 35 anos de atuação no grupo, permanecerá até o fim de junho para apoiar o processo de transição.

Movimento vai além da troca de liderança

A mudança no comando reflete uma transformação estrutural mais ampla. Segundo o Brazil Journal, o Carrefour Brasil está abandonando a lógica anterior de maior autonomia do Atacadão e avançando para um modelo mais integrado.

A estratégia inclui a aproximação física das equipes e a centralização de operações em São Paulo, com o objetivo de unificar decisões e aumentar o controle sobre o negócio.

Atacadão no centro da estratégia

O peso do Atacadão explica a relevância da decisão. A operação responde por cerca de 70% do faturamento do grupo e é considerada a maior varejista alimentar do país.

Em 2024, a rede registrou faturamento bruto de R$ 120,5 bilhões, consolidando sua posição como principal motor de crescimento do Carrefour no Brasil.

Nova fase do varejo

A troca de comando sinaliza uma mudança no “centro de gravidade” do grupo no país, com maior integração entre bandeiras e foco em eficiência operacional.

O movimento também reforça uma tendência no setor: grandes varejistas buscam estruturas mais centralizadas e orientadas a dados para ganhar escala e competitividade em um mercado cada vez mais desafiador.

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