quarta-feira, julho 24, 2024
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Santos Brasil registra mais de R$ 45 milhões de lucro líquido no 1º trimestre

A Santos Brasil encerrou o 1T23 com lucro líquido de R$ 45,9 milhões (-49,4% YoY) e margem líquida de 10,8%. O EBITDA somou R$ 153,3 milhões (-15,0% YoY), com margem de 35,9% (-5,1 pontos percentuais YoY). Neste período, os terminais de contêineres da Companhia movimentaram 261.903 unidades, queda de 14,3% frente ao 1T22.

O desempenho foi impactado principalmente pelo arrefecimento das importações de bens de consumo e de capital; queda nas exportações de commodities, como café, algodão, carne etc., e menor fluxo de cargas transportadas via cabotagem. Além disso, recai sobre os números a base comparativa referente ao 1T22, cujos volumes observados foram influenciados pela sazonalidade tardia provocada pela pandemia da Covid-19, em especial durante o 4T21 e 1T22. Comparado ao 1T19, por exemplo, período que antecede a pandemia, o 1T23 soma alta de 2,7%.

Em contrapartida, a Santos Brasil Logística e o Terminal de Veículos (TEV) registraram crescimentos de 39,6% e 12,7% no EBITDA do 1T23, respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano passado. E, em seu primeiro trimestre completo de operação, os terminais de líquidos de Itaqui (MA) apresentaram EBITDA positivo no montante de R$ 0,3 milhão.

No Tecon Santos, que representa 88% da volumetria total da movimentação de contêineres da Santos Brasil, a redução foi de 14,5% em comparação com o 1T22, com destaque para os menores volumes nas operações de longo curso (-17,4% YoY). As importações de contêineres caíram 4,1% YoY, com destaque para menores volumes importados de produtos químicos e eletroeletrônicos, reflexo do arrefecimento da economia doméstica.

Já as exportações cederam 4,8% YoY, devido aos menores embarques de commodities em geral. Por outro lado, a cabotagem apresentou crescimento de 1,7% de volume no 1T23, o que reforça a importância do Porto de Santos no transporte de carga doméstica que utiliza esse modal no País.

Decorrente da menor safra de arroz, o volume no Tecon Imbituba caiu 9,5% (YoY). Já o volume movimentado no Tecon Vila do Conde registrou queda de 14,1% YoY, com diminuição no fluxo de longo curso (-14,8% YoY) devido às menores exportações de madeira e proteína animal, além do menor fluxo de cabotagem (-13,3% YoY).

A movimentação de cargas gerais teve redução de 57,6% (YoY) no 1T23, devido ao fim dos embarques de celulose para exportação no Terminal de Cargas Gerais (TCG) de Imbituba.

Na Santos Brasil Logística, o número de contêineres armazenados no 1T23 foi 13,4% menor em comparação com o 1T22, reflexo da diminuição das importações no Porto de Santos. Os Centros de Distribuição, no entanto, cresceram a movimentação de pallets em 20,1% no 1T23, resultado do aumento das operações de logística integrada 3PL em relação ao mesmo período do ano passado.

O TEV movimentou 55.358 veículos, aumento de 1,9% YoY. A exportação foi responsável por 51.034 unidades (+6,1% YoY). Por outro lado, a importação apresentou queda de 30,5% (YoY) no 1T23. O mix de veículos pesados apresentou melhora no trimestre, respondendo por 11% do volume total, contra 8% no 1T22, reflexo de maiores exportações de máquinas agrícolas e de construção civil para os Estados Unidos e Costa Rica.

Para Daniel Pedreira Dorea, diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da Companhia, a expectativa para os próximos trimestres de 2023 é de crescimento do resultado operacional, financeiro e das margens. “Esse aumento será impulsionado não apenas pela melhora dos volumes esperados, com a normalização da sazonalidade típica da indústria de contêineres, mas também pela recomposição dos preços praticados, que voltam a se equilibrar em patamares históricos, tendo a Companhia algumas renovações contratuais ainda a fazer. Também o volume já observado no último mês de abril foi 13,2% superior a março e esperamos que essa crescente siga até a temporada de pico no 3T23”, diz.

Investimentos

Para aumentar sua vantagem competitiva e sua referência na prestação de serviços portuários e de logística integrada, a Santos Brasil continuou investindo em seus ativos. O Capex no 1T23 totalizou R$ 86,1 milhões, essencialmente concentrado nos projetos de expansão e modernização de suas unidades.

No Tecon Santos, por exemplo, foram investidos R$ 66,6 milhões, com destaque para a compra de dois guindastes STS (ship-to-shore) e oito RTGs elétricos, com entrega prevista para o quarto trimestre, empilhadeiras de contêineres vazios e terminal tractors; infraestrutura de rede elétrica e de dados, em preparação para os projetos de automação no terminal, que garantirão maior nível de serviço e eficiência de custos; e investimentos em obras de drenagem.

Em Vila do Conde, os investimentos em melhorias na infraestrutura do terminal realizados no 1T23, assim como em Santos, estão relacionados às contrapartidas da renovação antecipada do contrato de arrendamento. No trimestre, foram R$ 2,7 milhões em obras de ampliação da capacidade de armazenagem de contêineres e em projetos de tecnologia que visam garantir maior eficiência nas operações e segurança da informação.

Nos terminais de líquidos, foram investidos R$ 10,8 milhões, com foco nos projetos de expansão das áreas brownfield (TGL 01 e TGL 03), que iniciaram suas operações no final do ano passado.

Foram investidos ainda R$ 5,5 milhões na Santos Brasil Logística, com destaque para a verticalização de um dos armazéns alfandegados do CLIA Santos, projeto iniciado em 2022 que incrementará a capacidade de armazenagem, e em melhorias de infraestrutura nos CLIAs e Centros de Distribuição.

A Santos Brasil encerrou o trimestre com R$ 540,5 milhões em posição de caixa e aplicações financeiras. Descontada a dívida total, a Companhia encerrou o período com caixa líquido de R$ 248,5 milhões.

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