Arroba do boi gordo chega a R$ 385 em Feira de Santana e acumula alta de 13,24% desde setembro

Preço atinge o maior patamar de 2026, segundo a Cooperfeira. Redução da oferta de animais para abate pode levar a arroba a R$ 400 até o início de novembro.

O preço da arroba do boi gordo voltou a subir em Feira de Santana e alcançou R$ 385 nesta terça-feira (20), de acordo com o levantamento semanal da Cooperativa dos Pecuaristas de Feira de Santana (Cooperfeira). O valor representa um aumento de R$ 5 em relação à semana anterior e estabelece um novo recorde de preço em 2026 no mercado acompanhado pela entidade.

Desde setembro, quando a arroba era comercializada a R$ 340, a valorização acumulada chega a R$ 45, equivalente a 13,24%.

O movimento confirma a tendência de recuperação observada nas últimas semanas, após um período de estabilidade em agosto. A redução da disponibilidade de animais prontos para abate, combinada à manutenção da procura por boi gordo, é apontada como um dos principais fatores responsáveis pela alta.

Preço da arroba pode chegar a R$ 400

Segundo Agenor Campos, presidente do Frigorífico Frifeira e diretor da Cooperfeira, a trajetória de valorização poderá continuar até o início de novembro.

A expectativa é de que a arroba alcance R$ 400, caso as atuais condições de oferta e demanda permaneçam.

O valor já começou a aparecer nas negociações futuras. De acordo com Agenor, compradores apresentaram propostas de R$ 400 por arroba para animais com entrega prevista para 2 de novembro.

Embora essas ofertas indiquem a expectativa de continuidade da alta, elas ainda não representam o preço efetivamente praticado no mercado à vista.

Oferta de animais para abate apresenta redução

A principal mudança identificada nesta semana foi a diminuição da quantidade de bovinos terminados disponíveis para comercialização.

Até a semana anterior, o Frigorífico Frifeira, localizado no distrito de Humildes, em Feira de Santana, registrava uma média próxima de 500 animais abatidos por dia.

Nesta terça-feira, o volume caiu para pouco mais de 300 bovinos.

Segundo a avaliação apresentada pela Cooperfeira, a redução está relacionada principalmente à dificuldade de encontrar animais prontos para abate, e não a uma queda equivalente na procura por gado.

A menor disponibilidade de bovinos tende a aumentar a disputa entre compradores e contribuir para a sustentação dos preços.

Valorização começou no final de setembro

O mercado de boi gordo em Feira de Santana apresentou estabilidade durante agosto, antes de iniciar um movimento mais consistente de recuperação no final de setembro.

Naquele período, a arroba era negociada a R$ 340.

Com reajustes sucessivos, o preço chegou a R$ 380 na semana passada e avançou para R$ 385 nesta terça-feira.

O aumento acumulado de 13,24% em relação ao valor de setembro evidencia a valorização registrada em poucas semanas.

A continuidade desse movimento dependerá, principalmente, da disponibilidade de animais terminados e do comportamento da demanda por parte dos compradores.

Consumo de carne apresenta retração na segunda quinzena

Apesar da valorização do boi gordo, o consumo de carne bovina apresentou redução nos últimos dias.

Para Agenor Campos, esse comportamento é comum na segunda quinzena do mês, quando as compras das famílias tendem a diminuir em comparação com as primeiras semanas.

Na avaliação do dirigente, a retração observada neste momento não está necessariamente relacionada à elevação dos preços da arroba.

O comportamento do consumidor, entretanto, permanece como um fator importante para a evolução do mercado, especialmente diante da possibilidade de novos reajustes.

Cooperfeira mantém expectativa de novas altas

A perspectiva da Cooperfeira é de que a arroba do boi gordo possa alcançar R$ 400 até o final de outubro ou início de novembro.

Para isso, será necessário que a procura por animais permaneça elevada e que a oferta de bovinos terminados continue limitada.

Caso a projeção se confirme, o preço representará uma valorização de R$ 60 por arroba em relação aos R$ 340 registrados em setembro, equivalente a aproximadamente 17,65%.

Por enquanto, o valor de referência no levantamento semanal da Cooperfeira permanece em R$ 385, maior patamar registrado pela entidade em 2026.

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