quarta-feira, julho 24, 2024
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Arado mira mercado de orgânicos e anuncia aquisição da Nutriens

A Arado, startup que conecta pequenos produtores rurais a restaurantes e varejistas em grandes cidades, acaba de adquirir a Nutriens, startup focada na democratização do acesso a produtos orgânicos. Com a aquisição, a Arado quer fincar bandeira no mercado de produtos orgânicos, um setor estimado em R$7 bilhões no Brasil em 2023, com uma alta de 16% no consumo nos últimos dois anos, segundo dados do Fórum Internacional de Produção Orgânica e Sustentável.

Mas a importância da aquisição está bem além dos números positivos dos orgânicos no Brasil, segundo o CEO e cofundador da Arado, Victor Bernardino. “As duas empresas têm visões e missões muito parecidas, focadas em estabelecer pontes confiáveis e seguras entre pequenos produtores e os varejistas. Mais do que um canal de vendas, somos um movimento de valorização dos produtores rurais brasileiros, utilizando a tecnologia para garantir qualidade de vida, emprego e renda”, afirma.

A Arado possui mais de 500 produtores rurais parceiros, número que vai dobrar com a chegada da Nutriens, e mais de cinco mil clientes. Um dos focos é aumentar a presença em lojas de varejo físico, além de fortalecer a agenda ESG da marca. Por enquanto, ambas seguem funcionando separadamente, para, de maneira gradual, se integrarem.

“A nossa conexão com a Arado é muito especial pois é uma empresa com princípios muito semelhantes aos nossos, que é de gerar impacto positivo com respeito à natureza e fazer o dinheiro circular. Penso que a essência do que hoje chamam de economia deve ser ganhar dinheiro fazendo o bem, que sempre foi o objetivo da Nutriens. Unindo forças com a Arado, vamos aumentar de maneira significativa nossa capacidade de impactar positivamente a vida de produtores, dando aos alimentos orgânicos um alcance antes focado apenas em alimentos convencionais”, avalia Henrique Castan, fundador da Nutriens.

O interesse no mercado de orgânicos também pode ser notado pelo número de produtores certificados no Brasil, que, segundo o Ministério da Agricultura, saltou de 10 mil para 26 mil nos últimos dez anos, com produção cada vez mais diversa e abrangente ao redor do país. Para Bernardino, o interesse multi-geracional crescente por uma alimentação mais saudável e por apoiar pequenos produtores está longe de atingir um limite.

Fundada em 2021 e já presente nas principais cidades do sudeste do Brasil, a Arado já captou mais de R$ 100 milhões na sua jornada, com investimentos da Valor Capital, Maya Capital, SP Ventures, Acre Venture e Syngenta Ventures, além da Globo Ventures. Em setembro de 2023, a companhia também anunciou uma parceria com a indiana Ninjacart, plataforma tecnológica concentrada em soluções de gestão da cadeia de abastecimento. No ano passado, a Arado registrou a venda de 6 mil toneladas e evitou o desperdício de mais de 1300 toneladas de alimentos. A meta é, até 2025, movimentar 100 mil toneladas de alimentos por ano.

“As pessoas buscam qualidade de vida e saúde por preços mais acessíveis no mundo todo e o Brasil tem tudo para liderar esse processo. Já somos um país referência no setor agrícola de forma geral e podemos assumir esse papel no mercado de orgânicos também. E o segredo é desmistificar essa ideia de que o produto orgânico está distante, pouco acessível. E isso se faz conectando pessoas de maneira rápida e eficiente, que é justamente o trabalho da Arado”, afirma Victor Bernardino, CEO da Arado.

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