sábado, julho 20, 2024
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Prumo prevê investimentos de R$15 bi em projetos de transição energética no Porto do Açu

A Prumo Logística, holding responsável pelo desenvolvimento do Porto do Açu, anunciou nesta quarta-feira, dia 30 de agosto, a previsão de R$15 bilhões de investimentos em projetos voltados à transição energética, em até dez anos, no complexo porto-indústria, localizado na região norte do Rio de Janeiro.

A divulgação foi feita durante o Prumo Day, evento realizado no auditório da Editora Globo, no Rio de Janeiro (RJ), que reuniu grandes players globais para discutir as oportunidades e os desafios da transição energética e do desenvolvimento da indústria de baixo carbono no Brasil.

“Estamos estruturando o Porto do Açu para transformá-lo no principal porto da transição energética no Brasil. Nossa expectativaé que, até o final desta década, os projetos de baixo carbono estejam implementados, sendo um dos poucos portos no mundo com industrialização de baixo carbono”, destacou Rogério Zampronha, CEO da Prumo Logística.

Em operação desde 2014, o Porto do Açu é o maior complexo porto-indústria de águas profundas da América Latina. Ao todo, o complexo já recebeu R$ 22 bilhões em investimentos.

Os novos aportes em projetos de transição energética anunciados nesta quarta-feira incluem memorandos de entendimento e outros acordos já assinados para instalação de projetos eólicos offshore e plantas de hidrogênio renovável, soluções para a siderurgia de baixo carbono, produção de fertilizantes nitrogenados, geração solar fotovoltaica e de biogás.

Entre os acordos já anunciados pelo Grupo, estão parcerias para desenvolver plantas de hidrogênio verde com SPIC Brasil, além de projetos de eólica offshore com EDF Renewables, TotalEnergies e Neoenergia.

Prumo e Geo Bio Gas&Carbon fecham parceria

A Prumo e a Geo Bio Gas&Carbon, líder no desenvolvimento da cadeia de biogás no Brasil, assinaram no evento uma nova parceria para a realização de um estudo de viabilidade para potencial instalação de uma planta de geração de biogás no porto-indústria ou em regiões adjacentes. O acordo está dentro do pacote de R$15 bilhões de investimentos previstos em projetos voltados à transição energética divulgado nesta quarta-feira.

Pelos termos do Memorando de Entendimentos (MOU), será avaliada a instalação da fábrica e também o uso da infraestrutura logística de apoio do Açu, incluindo plantas de purificação, produção de biocombustíveis, liquefação e unidade de produção de hidrogênio de baixo carbono.

A unidade será a primeira dedicada à produção de biogás no Açu e o objetivo é que o biogás possa atender as empresas instaladas no complexo portuário. Com tecnologia proprietária da Geo Bio Gas&Carbon, a planta em estudo terá capacidade de produção de 200 mil m³/dia de biometano.

As discussões em curso para a conexão do Porto do Açu com a malha de gasodutos doméstico, através da NTS ou da TAG, constituem fator importante para a constituição da parceria já que há a possibilidade de escoamento do biogás através destas rotas futuras. Os estudos devem ser desenvolvidos por até dois anos até a decisão de investimento.

O Prumo Day contou ainda com a participação de Joaquim Levy, ex-Ministro da Fazenda e Diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados do Banco Safra. O palestrante principal falou sobre a necessidade de estabelecimento das bases que sustentarão o crescimento do PIB nos próximos anos no Brasil, cada vez mais baseado nas vantagens comparativas relacionadas ao baixo carbono.

“Nosso país é único de grande magnitude capaz de chegar à economia de emissões líquidas zero com as tecnologias atuais. Além disso, temos um grande efeito portfólio, com uma matriz diversa e capaz de tratar problemas de intermitência de forma sustentável por meio de um sistema elétrico único, integrado e coordenado, que consegue transportar energia de diferentes fontes para todo o Brasil”, ressaltou.

Para Levy, o país tem estabilidade institucional e eficiência tributaria capazes de atrair investidores. “Estamos diante de uma oportunidade única de destacar a liderança do Brasil nos próximos 18 meses, no G20 e na COP30”, completou.

Na primeira mesa, com moderação de Jorge Camargo, chairman do Grupo Ultra e conselheiro da Prumo e da afiliada Vast, os painelistas debateram a neoindustrialização e como desenvolver a indústria de baixo carbono no Brasil. Participaram da sessão Rogerio Nogueira, Diretor de Relações com Investidores da Vale, André Clark, VP para o hub América Latina da Siemens Energy, Dorian Zen, CEO da Toyo Setal, e Carla Primavera, superintendente da área de energia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No painel final, moderado por Rogério Zampronha, os convidados Charles Fernandes, Country Chair e Diretor Geral da TotalEnergies, Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia, e Ítalo Freitas, vice-presidente de Engenharia de Expansão da Eletrobras, discutiram as oportunidades e desafios da transição energética para o Brasil.

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