domingo, fevereiro 25, 2024
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Fintechs brasileiras priorizam rentabilidade

Em um cenário de opções limitadas para novos aportes e financiamentos, as fintechs brasileiras passaram a priorizar a rentabilidade como estratégia para um crescimento financeiro sustentável. É o que mostra a quinta edição da pesquisa Fintech Deep Dive 2023, realizada pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e pela PwC Brasil. Ao todo, foram ouvidas 108 fintechs brasileiras de diferentes portes e segmentos de atuação, entre fevereiro e abril de 2023.

Entre os pontos de destaque, está o aumento da fatia de fintechs que já atingiram o equilíbrio de contas, o break-even point: 43% das empresas, o nível máximo registrado nas cinco edições da pesquisa. Além disso, o expressivo crescimento de fintechs no segmento B2B em relação ao B2C . Mais da metade das empresas consultadas, cerca de 56%, está voltada para o segmento corporativo, frente aos 40% apresentados na última pesquisa. A maioria das empresas participantes do estudo (55%) espera mais do que dobrar seus resultados em 2023. Embora um resultado positivo, está abaixo dos 65% registrados na edição anterior.

“Mesmo com um período mais enxuto para novos investimentos e aportes, as fintechs brasileiras estão se desenvolvendo e apresentando uma positiva performance no mercado. É evidente a necessidade por novas adaptações frente às tendências apresentadas pelo segmento financeiro, como a Inteligência Artificial, que certamente provoca uma reviravolta no mercado e define o destino de muitas empresas”, explica Diego Perez, presidente da ABFintechs.

Sobre os principais segmentos de atuação das fintechs no país, soluções para crédito e meios de pagamento lideram a lista, seguido de serviços para gestão financeira e bancos digitais. Mesmo com um cenário de maior rentabilidade e menos aportes financeiros, as fintechs brasileiras parecem ter sido menos afetadas em relação às startups de modo geral. A fatia de empresas que receberam recursos cresceu de 41% para 45% de 2021 para 2022, em que os aportes vieram, principalmente, por fundos de venture capital (36%) e investidores-anjo (35%).

Aportes cada vez mais enxutos

As empresas também se mostram cada vez mais contidas em relação a suas ambições de captação: 55% estão buscando investimentos limitados a R$10 milhões. Este percentual é ligeiramente maior do que os 52% do ano passado, mesmo considerando os efeitos da inflação. Vale ressaltar que a parcela de empresas que já participou de pelo menos uma rodada de investimento subiu de 44% para 62%. Entre as fintechs de crédito, esse percentual chegou à marca de 74%.

“A pesquisa indica que as fintechs absorveram os impactos negativos da crise de receitas de 2020. Com o setor consolidado, estão voltadas para expandir suas ações, mas sem perder do horizonte os fatores que podem impactar os negócios, como as novas tecnologias e a qualificação da mão de obra. O desafio é aproveitar a esperada melhora no ambiente econômico a partir do segundo semestre para ganharem mais solidez”, afirma Willer Marcondes, sócio da Strategy&, divisão de estratégia da PwC Brasil, e coordenador da pesquisa.

O estudo também identificou que, mesmo com a maior parte das empresas ouvidas em início de operações, o grupo de fintechs em fase de expansão ou consolidação aumentou de 31% para 44%, o que revela um amadurecimento do setor frente às novas tecnologias e tendências do setor.

Estruturas menores e equilibradas

Outro sinal de amadurecimento das fintechs participantes do estudo é a queda de 60% para 51% da parcela de empresas com menos de 20 funcionários, em geral, aquelas em fase inicial de desenvolvimento.

Por fim, para 52% das fintechs entrevistadas um dos principais fatores que dificultou a obtenção de capital em 2023 foi a atual crise econômica e política do Brasil. Quando perguntados sobre manter a empresa com capital fechado, cerca de 21% afirmam que pretendem seguir assim ante os 13% registrados em 2022, um sinal de que os valuations não estão tão atraentes quanto antes.

PwC

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