Asttor: "A nossa carreira é um caminho, uma estrada estreita que percorremos ao longo de nosso ciclo profissional"

Por  Asttor J. Cirne*

Entre os diversos significados que descobri para a palavra “carreira”, o que mais me agrada é: “estrada estreita; caminho”. Quando comecei a refletir, cheguei à conclusão de que é isso mesmo. A nossa carreira é um caminho, uma estrada estreita que percorremos ao longo de nosso ciclo profissional. Somos seguidores ou percussores e, muitas vezes, construtores desse caminho que trilhamos.

Esse é o grande dilema que profissionais enfrentam ao longo de suas vidas, pois a estrada, como mencionei, é estreita, e o caminho tem que ser percorrido com bastante cuidado. Acidentes serão inevitáveis e lhe tirarão dessa estrada momentaneamente. Obstáculos surgirão repentinamente e vários atalhos aparecerão no percurso dessa trilha profissional. O que fazer? Nesses momentos, antes de imaginar que tudo isso será muito difícil de encarar, faça uma reflexão. Revisite as paisagens percorridas, perceba o sentimento de vitória diante dos destinos já alcançados. O sentimento de quilometragem rodada é recompensador. Ao olharmos pelo nosso retrovisor profissional, veremos que chegamos lá e que fomos capazes de traçar alguns mapas. Reconheça-os e siga em frente!

Existem alguns caminhos já traçados, muitos deles bem sinalizados e com orientadores ao longo do percurso, com dicas e informações de como, de que maneira e com qual velocidade deve-se chegar a determinado lugar. Além disso, existem GPS´s que nos guiam e nos deixam confortáveis, passando a certeza de que, mesmo diante de algumas dispersões, chegaremos onde planejamos tranquilos e sorridentes.

O sentimento de quilometragem rodada é recompensador. Ao olharmos pelo nosso retrovisor profissional, veremos que chegamos lá e que fomos capazes de traçar alguns mapas. Reconheça-os e siga em frente!

Isso facilita, mas pode nos deixar acomodados. Em determinados momentos de nossas vidas, aparecerão novos e desconhecidos caminhos onde não haverá sinal de GPS e nem guias para nos orientar até a reta de chegada. Será preciso tomar decisões para seguir em frente, mesmo sabendo que esse caminho não será fácil, que a estrada é estreita. Diante dessas encruzilhadas, muitos desistirão e voltarão para a estrada pavimentada e sinalizada que os levará seguramente para os mesmos lugares antes percorridos. Nesses casos, aconselho ligar o piloto automático!!!

Quando paramos para repensar nossa carreira, é importante ver o caminho que percorremos, analisar quais estradas construímos e quais seguimos por orientação ou por planejamento ou pelo simples fato de querer ir sempre em frente. Hoje, dispomos de ferramentas poderosas para traçar o nosso roteiro e temos equipamentos de segurança para enfrentar os desafios das estreitas estradas que aparecem ao longo de nossas vidas. Todo esse processo fica mais fácil quando sabemos profundamente em qual destino queremos chegar, qual será o caminho final. Mesmo que esse caminho seja longo e difícil, a chegada será segura, pois o desejo prevaleceu.

A tomada de decisões planejadas, minimizando os riscos que possam surgir, e a certeza de que mesmo um desconhecido caminho será um ótimo percurso a ser trilhado incentivam-nos a seguir em frente, ligar nosso GPS, digitar o endereço “Zona de desconforto” e viver as novas descobertas e experiências que nos possibilitarão construir novas rotas no nosso mapa profissional! Rotas que serão nossas!
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* Asttor J.Cirne é administrador de empresas com mais de 20 anos de experiência na área de vendas, marketing, logística de empresa nacionais e multinacionais.
@asttor_cirne