O aumento da produção agrícola não é, por si só, garantia de redução da fome ou de melhoria na qualidade da alimentação da população. O alerta foi feito pelo engenheiro agrônomo e professor emérito da Universidade Estadual de Campinas, José Graziano da Silva, durante palestra realizada na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), no dia 10 de março.
Produção x acesso aos alimentos
Segundo Graziano, o desafio da segurança alimentar vai além da quantidade produzida. Fatores como distribuição, acesso e qualidade nutricional são determinantes para garantir uma alimentação adequada.
O debate reforça que a fome não está necessariamente ligada à falta de alimentos, mas à desigualdade no acesso e à forma como os sistemas alimentares estão estruturados.
Temas estratégicos em debate
Durante o evento, foram discutidos pontos centrais para o futuro da alimentação:
🌍 impactos das mudanças climáticas na produção
🍽 relação entre alimentação e saúde
♻ desperdício de alimentos
🏭 papel do processamento no desenvolvimento humano
A discussão evidencia a necessidade de repensar os sistemas produtivos e de consumo, com foco em sustentabilidade, eficiência e inclusão.
Um desafio sistêmico
Para o especialista, enfrentar a fome exige políticas públicas integradas, inovação na cadeia produtiva e maior atenção à qualidade dos alimentos oferecidos à população.
A reflexão aponta para um cenário em que produzir mais não é suficiente — é preciso garantir acesso, equilíbrio nutricional e sustentabilidade ao longo de toda a cadeia alimentar.
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