O governo federal voltou a monitorar com atenção o risco de uma nova greve nacional de caminhoneiros. O cenário de tensão é impulsionado pela alta persistente no preço do diesel e pela insatisfação da categoria com as medidas adotadas para conter os custos.
De acordo com relatos de lideranças do setor, já há um consenso interno favorável à paralisação, embora ainda não exista uma data definida para o início do movimento. A mobilização reúne tanto motoristas autônomos quanto profissionais vinculados a empresas de transporte.
Diesel neutraliza medidas do governo
A escalada da tensão ganhou força após uma sequência de eventos em março. No dia 12, o governo anunciou medidas como a redução de tributos (PIS/Cofins) e a concessão de subsídios que poderiam gerar um alívio de até R$ 0,64 por litro.
No entanto, no dia seguinte, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel A, atribuído à valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões no Oriente Médio.
Para os caminhoneiros, o aumento praticamente anulou os efeitos das medidas anunciadas pelo governo.
Reivindicações da categoria
Além do preço do combustível, a categoria cobra maior efetividade na aplicação da Lei 13.703/2018, que estabelece o piso mínimo do frete rodoviário.
Segundo os profissionais, a falta de fiscalização faz com que muitos transportadores operem abaixo do valor mínimo, comprometendo a rentabilidade da atividade.
Entre as principais demandas estão:
🚛 cumprimento efetivo do frete mínimo
⛽ redução e previsibilidade do custo do diesel
🛣 isenção de pedágio em viagens sem carga
📊 maior estabilidade nos custos operacionais
Risco para a economia
Uma eventual paralisação pode gerar impactos relevantes na logística nacional, afetando o abastecimento, a inflação e cadeias produtivas inteiras.
O governo acompanha o cenário de perto, diante do potencial de repercussão econômica e social de uma nova greve da categoria.
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