terça-feira, março 3, 2026
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Agro fecha 2025 com recorde em genética bovina, avanço no seguro e força nos títulos privados

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com resultados expressivos em diferentes frentes — da genética bovina ao mercado financeiro.

Na pecuária, a inseminação artificial bovina cresceu 15,57% no ano e atingiu recorde de 30,37 milhões de doses comercializadas. Do total, 23,10 milhões foram produzidas no país e 7,28 milhões importadas. O Brasil também ampliou as exportações de genética: as vendas de sêmen para corte avançaram 29%, alcançando 598,72 mil doses, enquanto o segmento leiteiro subiu 41%, para 519,62 mil doses — consolidando a genética nacional como produto de alto valor agregado.

No seguro rural, o segmento pecuário apresentou crescimento, ainda que com baixa cobertura. A arrecadação totalizou R$ 187,6 milhões entre janeiro e outubro, alta de 24%. O seguro pecuário respondeu por R$ 165 milhões (+25,9%) e o seguro de animais por R$ 22,6 milhões (+11,4%). Apesar do avanço, apenas cerca de 3% do patrimônio bovino brasileiro está segurado, dentro de um rebanho estimado em 238,2 milhões de cabeças avaliadas em aproximadamente R$ 600 bilhões.

No arroz, o governo reforçou os mecanismos de apoio à comercialização. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) liberou R$ 73,6 milhões para apoiar o escoamento da safra 2025/2026, sendo R$ 61,3 milhões destinados ao Rio Grande do Sul. Os recursos serão operacionalizados por meio do Pepro e do PEP quando os preços de mercado ficarem abaixo do mínimo oficial. No estado, a diferença média gira em torno de R$ 10 por saca, com o mercado a R$ 53,27 frente ao mínimo de R$ 63,74. A expectativa é direcionar 300 mil toneladas ao mercado.

No campo financeiro, os títulos privados do agro somaram R$ 1,407 trilhão em estoque até o fim de janeiro, alta de 13,5% em 12 meses. A Cédula de Produto Rural (CPR) liderou o crescimento, com alta de 17%, atingindo R$ 560,26 bilhões e 402 mil certificados emitidos. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) chegou a R$ 589,79 bilhões (+11%), enquanto o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) totalizou R$ 177,87 bilhões (+6%). Já o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuou 15%, para R$ 31,52 bilhões. Os Fiagros encerraram dezembro com R$ 47,42 bilhões sob gestão.

Os números mostram um agro que avança em tecnologia, amplia instrumentos de financiamento e ganha sofisticação — mas ainda convive com desafios estruturais como gestão de risco e dependência de políticas de apoio à comercialização.

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