As regiões Norte e Nordeste registraram crescimento superior a 100% no número de investidores entre 2020 e 2025, segundo dados da B3. Apesar de o Sudeste ainda concentrar a maior parte da base nacional, o avanço indica a expansão gradual do acesso ao mercado financeiro fora do eixo tradicional de investimentos.
O movimento acompanha a digitalização do sistema financeiro e a maior disseminação de informação sobre planejamento financeiro, levando mais brasileiros a buscar alternativas à poupança.
Mesmo assim, cerca de 30 milhões de pessoas ainda mantêm recursos na caderneta, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Apenas no Norte e Nordeste, aproximadamente R$ 200 bilhões permanecem aplicados nesse tipo de investimento, refletindo um perfil mais conservador.
Segundo Larissa Falcão, sócia e líder regional da XP Inc., a poupança ainda é popular, mas já não preserva o poder de compra no longo prazo. Produtos como Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs apresentam rentabilidade superior com segurança semelhante.
Simulações indicam que manter R$ 100 mil na poupança pode gerar perda de até R$ 130 mil em dez anos em comparação a aplicações conservadoras. Em 2025, mais de R$ 85 bilhões foram retirados da poupança, segundo o Banco Central do Brasil.
Na Bahia, a base de investidores cresceu 5,35% entre 2024 e 2025, passando de 194.793 para 205.215 pessoas. No mesmo período, o Nordeste avançou cerca de 3,98% e o Norte 4,4%, consolidando essas regiões como novos vetores de crescimento do mercado de capitais brasileiro.
Especialistas destacam que o primeiro passo para investir é organizar o planejamento financeiro, criar reserva de emergência em aplicações líquidas e conservadoras e diversificar gradualmente os investimentos.
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